Bem-vindos à

Jornada Metta Tropical

Cultivando Sabedoria para um Tempo Entre Mundos

O que este momento da história está pedindo da sua vida?

Uma jornada de transformação de dez meses para uma geração chamada a assumir a responsabilidade por quem precisamos nos tornar em um tempo de crise planetária.

A Jornada

Um novo tipo de jornada transformadora para um tempo de crise planetária

A Jornada Metta Tropical é um programa de dez meses, enraizado no Brasil, que nasce da compreensão de que estamos vivendo um momento de desmoronamento de um mundo. As promessas dominantes do mundo que conhecemos até então estão chegando ao limite, e muitas das nossas tentativas de responder aos nossos desafios pessoais, sociais e globais continuam reproduzindo as mesmas lógicas de separação, extração e otimização que nos trouxeram até aqui.

Reconhecemos que as crises do nosso tempo não podem ser enfrentadas apenas com melhores ideias, estratégias ou soluções. Elas pedem por uma transformação mais profunda na forma como percebemos a realidade, como nos relacionamos com nós mesmos e uns com os outros, como encontramos o mundo e o sagrado, e como participamos na vida.

Mais do que um programa tradicional de liderança, essa jornada é um processo vivo de formação que entrelaça práticas espirituais e relacionais, pensamento complexo, transformação sistêmica, pesquisa civilizatória e sabedorias da terra — convidando saberes, práticas e linhagens pertencentes ao Sul e Norte Global que raramente se encontram, a entrarem em relação em um mesmo espaço educativo.

Estamos convocando jovens brasileiros(as) de 18 a 29 anos que sentem as dores do mundo e anseiam por dedicar as suas vidas em resposta — lideranças pós-ativistas, artistas, educadores, organizadores, agentes de transformação, pensadores e praticantes espirituais, dispostas(os) a passar pelo tipo de transformação necessária para navegar e responder com sabedoria a estes tempos de colapso.

Ilustração da Jornada Metta Tropical

Em sua essência, a Jornada é uma tentativa de criar os tipos de espaços educativos e comunitários que este momento exige: santuários de transformação onde possamos nos imergir nas perguntas que mais importam para este tempo e passar pelo tipo de metamorfose que começa a remodelar como vivemos, o que valorizamos, como nos relacionamos, pelo que assumimos responsabilidade e, em última instância, a que oferecemos nossas vidas.

O Convite

Suspender o céu significa ampliar o nosso horizonte — não um horizonte prospectivo, mas um horizonte existencial. Significa enriquecer as nossas subjetividades, que são justamente a matéria que o tempo em que vivemos quer consumir.

— Ailton Krenak

Em tempos entre mundos — quando as estruturas e histórias predominantes de uma civilização começam a se decompor antes que novas tenham sido construídas — certas pessoas se veem vivendo sem um mundo. Nem pertencem plenamente ao antigo, nem habitam ainda o que vem a seguir. Vivem no espaço liminar entre o colapso e a emergência, entre o que está morrendo e o que ainda não nasceu.

Talvez você já saiba como é essa sensação.

Perder a fé na lógica dominante do sistema atual e, ainda assim, depender profundamente dele. Sentir que alguns dos caminhos que você herdou já não conseguem sustentar as perguntas que vivem dentro de você. Importar-se profundamente com as crises do nosso tempo enquanto luta para saber como responder sem reproduzir os mesmos padrões.

Existe algo profundamente desorientador e avassalador nessa experiência. Mas talvez também haja um convite dentro dela. Quando os velhos mapas já não levam aonde precisamos ir, não existe manual de instruções para atravessar o limiar. É o momento de quem vive neste espaço liminar aprender a cultivar as capacidades que nossas instituições raramente sabem desenvolver, e experimentar juntos formas de viver, se relacionar e responder a partir das quais futuros radicalmente diferentes possam emergir.

Pessoas reunidas durante uma experiência da Metta Tropical

É por isso que compreendemos este momento como um possível rito de passagem civilizatório — que nos pede para questionar quem estamos nos tornando, a que aspiramos, quais desejos estão moldando nossas vidas, do que estamos dispostos a abrir mão e compostar, e o que talvez precise mudar para que nossas vidas sirvam ao florescimento de todos os seres.

Ilustração de um tronco de uma árvore com um ser humano desenhado em seu interior

Limiares com essa profundidade são difíceis de atravessar sozinho; eles precisam de relações fortes o suficiente para sustentar a incerteza. Práticas que nos ajudem a permanecer presentes quando velhas identidades e pressupostos começam a se afrouxar. Amigos e mentores capazes de nos desafiar e cuidar de nós. Lugares onde o luto e o anseio possam ser levados a sério, e onde possamos experimentar outras possibilidades de vida alinhadas com aquilo que sabemos ser verdade.

A Jornada Metta Tropical é a nossa tentativa de criar um lugar assim.

Visão Geral da Jornada

A Estrutura

A Jornada é sustentada por uma ecologia de transformação: estruturas que mantêm a jornada coesa, convidando os participantes a um ritmo compartilhado de experiências imersivas, prática contínua, investigação coletiva, relações íntimas, mentoria, acompanhamento e espaços de integração. Esses aspectos da nossa jornada criam as condições de profundidade, cuidado, apoio e acompanhamento que consideramos essenciais para que uma transformação profunda aconteça.

A Ecologia da Transformação

01 — O Ritmo Fundamental
Retiros ImersivosInvestigação ColetivaPrática Coletiva

Retiros Imersivos

Três retiros de uma semana ancoram o início, o meio e a conclusão da Jornada. São nossos momentos mais profundos de imersão e vida comunitária, nos quais o campo relacional que criamos nos permite mergulhar mais fundo na prática, na investigação, na relação, no ritual e na vida em comunidade, experimentando formas de ser que talvez queiramos levar de maneira mais plena para nossas vidas.

Retiro de Abertura
Convidando o Sagrado

Cuidando da Alma da Nossa Comunidade

7 a 14 de fevereiro de 2026 · São Paulo

O primeiro retiro é onde começamos a entrar em relações mais íntimas com nós mesmos, uns com os outros e com o sagrado. Por meio de práticas contemplativas e relacionais de presença, sintonia, escuta profunda, relacionalidade, diálogo emergente, percepção, partilha de histórias e comunicação autêntica, começamos a cultivar o solo relacional a partir do qual o restante da Jornada pode crescer.

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Junto a essas práticas, entraremos em rituais e cerimônias compartilhadas que marcam nossa travessia juntos para dentro da jornada, ajudando-nos a adentrar um campo mais profundo de transformação e a nos tornar mais sensíveis à sacralidade. Com o tempo, esperamos experimentar a comunidade não apenas como um conjunto de indivíduos, mas como um corpo coletivo vivo— aprendendo a nos mover como um só rio, a cuidar do todo que estamos nos tornando juntos e a pertencer a algo maior do que nós mesmos.

É aqui que a alma e a cultura da nossa comunidade começam a tomar forma.

Retiro do Meio
Sentindo a Metacrise

Nos Relacionando com os Sistemas e Territórios nos Quais Estamos Inseridos

11 a 18 de julho de 2027 · A definir

Aqui nos voltamos mais diretamente para a complexidade dos sistemas e das histórias nas quais participamos: os hábitos coloniais de ser ainda presentes em nossa civilização, a diversidade de realidades que vivem formas de colapso sistêmico, as causas-raízes implícitas na metacrise e as formas de perceber, compreender e organizar a vida que nos trouxeram até aqui.

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Praticamos o desenvolvimento da nossa capacidade de gerar sentido coletivamente, permanecendo presentes diante da complexidade, sem cair na abstração ou em soluções simplistas, e nos tornando mais capazes de perceber padrões, tensões, vitalidade e possibilidades emergentes de forma conjunta, e não apenas como indivíduos isolados.

Estamos em diálogo com comunidades indígenas e quilombolas com as quais já temos relações, explorando a possibilidade de realizar este retiro em seus territórios. Isso ainda não está confirmado, mas é uma intenção que estamos cultivando com cuidado. No mínimo, passaremos um tempo significativo aprendendo com essas comunidades, encontrando formas de ver, ser e se relacionar com a vida que podem desestabilizar parte daquilo que nossa cultura dominante nos ensinou a tomar como padrão.

Retiro de Encerramento
Servindo ao Todo

Contribuindo para a Emergência de Futuros que Afirmam a Vida

12 a 19 de dezembro de 2027 · São Paulo

O retiro final abre espaço para metabolizar e integrar a jornada. A transformação não acontece apenas por meio do que vivemos, mas pelo tempo e pela atenção que dedicamos a compreender o que essas experiências revelaram, o que de fato mudou e o que agora estamos sendo chamados a levar adiante.

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Este é um espaço para discernir o que se tornou precioso o suficiente para que queiramos reorganizar nossas vidas ao redor.

O que mudou em nós? O que permanece sem resolução? O que agora sabemos ser verdade e que pede por algo na forma como vivemos? De que apoio vamos precisar para permanecer fiéis a isso? O que está querendo emergir por meio de cada um de nós — e por meio desta comunidade?

Encerramos com reflexão, celebração, compromissos e votos pessoais que nos ajudam a levar para nossas próprias vidas aquilo que foi tocado. A intenção não é sair da Jornada com um plano perfeito, mas sentir o que queremos proteger, aprofundar, praticar e a que queremos oferecer nossas vidas.

O retiro também é um limiar para aquilo que esta comunidade pode se tornar para além da Jornada. Nossa aspiração não é simplesmente formar turmas e dizer para as pessoas seguirem seu caminho, mas cultivar uma comunidade de transformação de longo prazo, capaz de continuar oferecendo relação, prática, mentoria, experiências, cuidado e responsabilidade compartilhada ao longo dos anos. Esperamos que a Jornada se torne o início de uma caminhada muito mais longa.

A presença nos três retiros é obrigatória para a participação.

Investigação Coletiva

Nossos encontros online regulares sustentam a investigação intelectual e coletiva da jornada. Encontramos novas ideias, práticas, ontologias, mapas, referenciais e saberes, enquanto seguimos aprofundando aquilo que foi aberto nos retiros.

Investigação em Comunidade

Terças · 19h às 21h · Online

Facilitadas pela nossa equipe central, estas sessões apresentam novas ideias, perguntas, referenciais e investigações, ao mesmo tempo em que aprofundam aquelas que já estão vivas na Jornada. Às vezes, estudaremos previamente o trabalho de uma pessoa convidada, para que nosso encontro com ela possa começar de um lugar mais profundo.

Diálogos de Sabedoria

Quintas · 19h às 21h · Online

Nestas sessões, recebemos pensadores, artistas, organizadores, lideranças, praticantes contemplativos, anciãs e guardiãs de sabedoria, locais e globais, cujas vidas e trabalhos são respostas vivas a este momento de metacrise.

Prática Coletiva

Durante a Jornada, entraremos em um ritmo de prática semanal, nos envolvendo com práticas contemplativas, relacionais e de desenvolvimento que podem começar a remodelar a forma como percebemos a vida e nos relacionamos com ela.

Prática Coletiva — Quartas · 19h30–21h

A cada seis a oito semanas, entramos em um ciclo contínuo de prática em torno de práticas contemplativas, meditativas e relacionais específicas, que aprofundam nossa capacidade de estar com e sustentar espaço para nós mesmos e para os outros, com mais intimidade, atenção, presença, sintonia, amor e compaixão em meio à complexidade.

Saiba mais+

Uma das coisas que diferenciam o nosso trabalho é que nos compreendemos como praticantes: pessoas interessadas não apenas em ideias, mas em nos tornarmos cada vez mais capazes de viver a partir daquilo que passamos a saber que mais importa.

Nisso, buscamos inspiração em tradições de sabedoria e linhagens espirituais que há muito compreenderam que uma visão de mundo, sozinha, é insuficiente para a transformação. Uma forma de ver o mundo precisa ser acompanhada de práticas por meio das quais essa forma de ver possa, aos poucos, se tornar uma forma de ser.

Nossa ecologia de práticas se inspira em linhagens e abordagens como Transformational Connection, Authentic Relating, Insight Dialogue, Internal Family Systems, Aletheia Unfoldment, Compassion Cultivation Training, Meditação Insight, Zen Budismo, Soulmaking Dharma, Plum Village e Vipassana.

02 — A Teia Relacional
Família de DharmaMentoriaTerapia e Coaching

Esta jornada pode ser desafiadora, nos sobrecarregando e tocando muitos lugares delicados dentro de nós que vão precisar de cuidado, atenção e percepção. Em vez de depender de um único facilitador e equipe para carregar tudo, a Jornada cria múltiplas camadas de acompanhamento:

Família de Dharma

A profundidade cresce em pequenos círculos de confiança.

Grupos íntimos de três a quatro participantes e um mentor caminham juntos ao longo de toda a Jornada. Eles se tornam um lugar constante de reflexão, verdade, responsabilização, cuidado mútuo, e daquela forma precisa de amor e cuidado que acontece melhor em contextos menores.

Mentoria

Alguns limiares não podem ser atravessados sozinho.

Ao longo da jornada, ajudamos os participantes a construir relações com praticantes, mestras, lideranças, anciões e outras pessoas cuja experiência possa dialogar diretamente com as perguntas que estão sendo vividas neste momento.

Como funciona+

Não designamos automaticamente cada participante a um(a) mentor(a) predeterminado(a). Acreditamos que uma mentoria significativa cresce a partir da ressonância, da confiança e de relações genuínas construídas ao longo do tempo.

Em vez disso, incentivaremos os participantes a estarem sempre em busca de possíveis mentores em suas vidas, e também criaremos oportunidades para que conheçam a constelação mais ampla de pessoas ligadas à nossa comunidade. À medida que perguntas, campos de interesse ou decisões de vida específicas surgirem para cada participante, podemos ajudar com conexões específicas a partir das quais relações de mentoria mais profundas possam crescer.

Terapia e Coaching

Cuidar do que a jornada desperta.

Espaços profundos de transformação podem nos colocar em contato com padrões psicológicos, feridas, desejos, perguntas e decisões que merecem mais atenção individual do que a própria comunidade da Jornada pode, ou deve, oferecer.

Como funciona+

Por isso, os participantes podem escolher receber acompanhamento terapêutico ou de coaching individual ao longo da jornada.

Buscamos conectar os participantes a terapeutas familiarizados com abordagens como Sistemas Familiares Internos e a coaches que compreendam as questões existenciais e sistêmicas no coração desta Jornada.

A terapia pode oferecer um espaço dedicado para cuidar do material psicológico e emocional que surgir. O coaching pode apoiar a escuta profunda dos desejos e anseios atuais, da responsabilidade, das escolhas, das relações e de como a transformação interior de cada pessoa encontra as realidades da vida cotidiana.

Esses espaços complementam a Jornada, permanecendo distintos do próprio recipiente educativo e comunitário. A equipe da Jornada não recebe o conteúdo das sessões de terapia ou coaching, a menos que o participante escolha compartilhá-lo.

Temos uma afinidade especial com os Sistemas Familiares Internos porque essa abordagem oferece uma forma compassiva de encontrar a complexidade interior em vez de combatê-la. Aprender a reconhecer nossas diferentes partes sem sermos governados por elas pode nos permitir cultivar uma qualidade de inteireza e de espaço interior necessária para encontrar também a complexidade fora de nós.

03 — A Semana de Integração
Cuidando do CampoRecursos em Comum

Ao final de cada ciclo de seis semanas, interrompemos o ritmo regular da Jornada e abrimos espaço para pausar, metabolizar, escutar, reparar e integrar.

Durante a semana de integração, sustentaremos dois espaços específicos:

Cuidando do Campo

Inspirados pela prática do Plum Village de Recomeçar a partir do novo, criamos um espaço recorrente para cuidar da saúde das nossas relações antes que a distância, a mágoa ou a aversão se cristalizem.

Saiba mais+

Nutrimos um espaço para praticar a apreciação, a comunicação honesta, o reconhecimento de arrependimentos e mágoas, a responsabilização, o perdão e a reparação. Aprendemos a nos tornar mais sensíveis à forma como nossas ações individuais afetam o corpo coletivo, e como a confiança e a intimidade não crescem evitando rupturas, e sim desenvolvendo a capacidade de encontrá-las com verdade, cuidado e responsabilidade.

A intenção não é uma comunidade sem conflito, mas uma comunidade cada vez mais interessada e capaz de cuidar do que acontece entre nós.

Recursos em Comum

Este espaço existe para entendermos melhor como distribuir recursos dentro da nossa comunidade, a partir de uma pergunta simples e importante: Do que cada um de nós realmente precisa para se sentir suficientemente amparado para viver bem e oferecer aquilo que viemos oferecer?

Saiba mais+

Convidamos a comunidade a não tratar os recursos como um problema inteiramente privado que cada pessoa precisa resolver sozinha. Queremos explorar o que se torna possível quando uma comunidade começa a perceber o que tem em abundância, do que precisa e o que poderia circular entre nós.

Os recursos podem assumir a forma de dinheiro, mas também de tempo, conhecimento, apresentações, oportunidades, habilidades, lugares para ficar, trabalho, comida, atenção, acesso, amizade e apoio prático. O objetivo não é apagar a responsabilidade pessoal nem criar dependência, mas afrouxar a fantasia da autossuficiência completa e experimentar a interdependência como algo material e vivido, e não apenas algo em que acreditamos.

Esperamos experimentar formas de apoio mútuo que tornem nossas vidas menos isoladas, menos precárias e menos dependentes de ter cada necessidade mediada pela economia de mercado, fortalecendo ao mesmo tempo nossa capacidade de compartilhar recursos, assumir riscos juntos e apoiar uns aos outros a viver mais plenamente alinhados com o que importa.

04 — Espaços Emergentes
Jantares FilosóficosImersões Emergentes

Embora esta Jornada tenha sido cuidadosamente desenhada, nem tudo pode ser planejado com antecedência. À medida que as perguntas, relações, desafios e desejos do coletivo se tornam mais claros, deixamos espaço para criar novos espaços em resposta ao que está genuinamente vivo entre nós.

Jantares Filosóficos

Três a quatro vezes durante a Jornada, planejamos nos reunir em São Paulo para jantares íntimos com pensadores, anciãs, artistas, organizadores, praticantes e amigas(os) da nossa comunidade.

Como funciona+

Essas noites não são uma apresentação nem um painel. Elas se organizam em torno de uma pergunta significativa com a qual o grupo vem se debatendo, e que vale uma noite inteira. Teremos uma noite de comida, conversas e relações com convidadas(os) específicos que se importam profundamente com o estado do nosso mundo, que vêm pensando profundamente sobre o que precisa ser feito e que tentam viver em resposta a isso.

Imersões Emergentes

Ao longo dos meses, imersões adicionais de fim de semana podem surgir em torno de perguntas, práticas ou capacidades que o grupo queira explorar mais a fundo, mas que não necessariamente fazem parte do “currículo central” da Jornada.

Como funciona+

Não são oficinas predeterminadas entregues ao grupo. Elas emergem do próprio grupo, a partir da escuta das necessidades e desejos mais vivos no coletivo.

Os participantes ajudarão nesse processo discernindo o que parece mais necessário, identificando alguém ou algo com quem queremos genuinamente aprender, fazendo convites, ajudando a organizar a experiência e, quando necessário, encontrando os recursos para torná-la realidade.

Isso pode tomar a forma de um fim de semana em que convidamos uma pessoa especialista em Comunicação Não-Violenta, Warm Data, Teoria U, Música do Círculo, práticas restaurativas ou trabalho relacional. Também pode se tornar um tempo para servir a uma comunidade específica em necessidade, viajar juntos para um encontro ou evento importante, ou algo que nenhum de nós consegue ainda antecipar.

Parte do aprendizado aqui não é apenas participar do que é oferecido, mas tornar-se capaz de dar existência àquilo que a comunidade sente que precisa.

O Caminho

Ao longo dos dez meses, percorreremos cinco Trilhas de Transformação interligadas — O Sagrado, a Alma, os Sistemas, o Solo e a Sociedade. Você pode entendê-las como o nosso “currículo”, mas, em vez de nos relacionarmos com elas como matérias que precisamos dominar, as compreendemos como dimensões da vida que estamos aprendendo a perceber com mais profundidade, a nos relacionar com mais sensibilidade e a ser transformados a partir do que nos revelam.

O Caminho da Transformação

O Sagrado

Lembrar o que realmente importa

O que é intrinsecamente valioso? O que torna uma vida significativa? O que é digno da nossa devoção? Qual é a verdadeira natureza da realidade da qual participamos? Isso é sequer compreensível? Como chegamos a compreendê-la?

Começamos aqui porque todo caminho de transformação é orientado por aquilo que valorizamos em última instância. Abordamos o sagrado não como um domínio acima ou fora da vida comum, mas como uma dimensão de profundidade da própria vida — uma dimensão que se torna disponível por meio de certas qualidades de atenção, percepção e participação das quais a modernidade muitas vezes nos ensinou a fechar. Em vez de oferecer uma única crença metafísica, nos envolvemos com múltiplas tradições e linhagens de sabedoria que podem ajudar a despertar nossa capacidade de encontrar essa dimensão da vida de forma mais inteira.

Saiba mais+

Encontrar o sagrado é experimentar o mundo como radicalmente interdependente, intrinsecamente valioso, vivo de sentido e digno de reverência. O Sagrado, portanto, não é simplesmente uma trilha entre outras. É o horizonte orientador dentro do qual as outras trilhas ganham sentido e significado, nos reconectando continuamente à pergunta: a serviço de que estão, em última instância, nossa vida e nossa transformação?

Alguns dos temas que vamos explorar

01 ·A Natureza da realidade e o sagrado

Explorando diferentes compreensões ontológicas e metafísicas da realidade, da existência, da consciência e do sagrado.

02 ·Interser e a ilusão da separação

Explorando o movimento da separação em direção a uma realização da interdependência e do nosso pertencimento ao todo.

03 ·Desencantamento e a recuperação do sagrado

Explorando como nossas formas de perceber a realidade moldam nossas relações com a vida, e o que significa recuperar um modo de ver mais cheio de alma e de reverência.

04 ·Valor intrínseco e os olhos da percepção

Cultivando a percepção do valor enquanto exploramos como os Olhos da Mente, do Coração, do Espírito e do Valor revelam diferentes dimensões da realidade.

05 ·Prática contemplativa e espiritual

Explorando práticas e capacidades que aprofundam nossa sensibilidade ao sagrado, nosso encontro com ele e nossa participação nele.

06 ·Sabedoria, Amor e Sentido

Explorando como o amor nos abre para dimensões mais profundas da realidade, como a sabedoria orienta nossa participação na vida e o que torna uma vida verdadeiramente significativa.

O Sagrado
Alma

Alma

Lembrar quem somos

Qual é a minha verdadeira natureza? O que significa encontrar a nós mesmos e uns aos outros com mais verdade? Como podemos recuperar nossa capacidade de sentir o mundo com alma? Como as relações podem se tornar uma porta para o sagrado?

Esta trilha explora o trabalho emocional, psicológico, relacional, corporal e espiritual de nos tornarmos seres mais integrados. Investigamos nossa verdadeira natureza, encontramos os condicionamentos e padrões de proteção que nos moldam, cuidamos de nossas feridas, discernimos os desejos que se movem em nós e abrimos espaço para que a totalidade do nosso ser ganhe vida.

Saiba mais+

Enraizados no sagrado, voltamo-nos para as dimensões interiores e relacionais da transformação, reconhecendo que quem nos tornamos é inseparável de como encontramos a nós mesmos, nos relacionamos com os outros e participamos do mundo. Sem essa dimensão da formação, nossas tentativas de transformar o mundo podem, sem querer, reproduzir os mesmos padrões de separação, projeção e dominação que buscamos mudar.

Alguns dos temas que vamos explorar

01 ·Verdadeira natureza e o Eu humano

Explorando quem somos por baixo dos nossos condicionamentos, como nossas identidades são construídas e a relação entre nossa natureza mais profunda e as muitas partes de nós mesmos.

02 ·Trabalho com partes e desenvolvimento do ego

Encontrando os padrões de proteção, as feridas e os conflitos internos que moldam nossas vidas, e cultivando a compaixão necessária para caminhar rumo a uma maior inteireza.

03 ·Corpo, emoção e desejo

Aprofundando nossa capacidade de habitar o corpo, acolher nossa experiência emocional e esclarecer os desejos e as forças inconscientes que moldam nossas escolhas.

04 ·Profundidade relacional e intimidade

Explorando como a sintonia afetiva, a presença amorosa, a expressão autêntica e o contato genuíno com o outro podem fazer das relações um terreno de transformação.

05 ·Luto, tristeza e ritual

Explorando o luto como uma porta para uma relação mais profunda com a vida, junto com rituais e os processos por meio dos quais amadurecemos para a vida adulta.

06 ·Alma, eros e vocação

Explorando nossos anseios mais profundos, nossa vitalidade, aquilo que torna nossas vidas únicas e como nossos dons podem encontrar uma expressão significativa a serviço do todo.

Sistemas

Lembrar onde estamos

O que significa estar em um tempo entre mundos? Quais são as causas subjacentes da metacrise? Como a mudança acontece? Como os sistemas aprendem e colapsam? Como as lógicas da modernidade colonizaram profundamente nossas mentes, nossos desejos e nossa imaginação?

Com um senso mais profundo de quem somos, nos voltamos para a complexidade dos sistemas dos quais participamos. Esta trilha cultiva a capacidade de perceber os padrões sob os acontecimentos, rastrear as raízes históricas e estruturais da metacrise e compreender as forças culturais, políticas, tecnológicas, econômicas e ecológicas que moldam o mundo ao nosso redor.

Saiba mais+

Investigamos como visões de mundo dominantes, histórias coloniais, estruturas de incentivo, instituições e sistemas econômicos moldaram não apenas a sociedade, mas também nossos desejos, identidades, relações e imaginação. Examinamos como as lógicas dos sistemas que habitamos — mecanicistas, lineares, transacionais e extrativistas — podem se enraizar em nós, influenciando a forma como percebemos, nos relacionamos e agimos.

Quanto mais claramente conseguirmos perceber os padrões e as dinâmicas que geram nossas crises, dentro e fora de nós, maior será nossa capacidade de responder na profundidade a partir da qual elas estão sendo produzidas.

Alguns dos temas que vamos explorar

01 ·A metacrise e nossa situação civilizatória

Investigando as raízes das nossas crises, das dinâmicas de rivalidade e externalidades sistêmicas ao desencantamento e à crise espiritual.

02 ·Pensamento sistêmico e complexidade

Explorando a interdependência, os ciclos de retroalimentação, a emergência, a mudança não linear e as consequências não intencionais das nossas intervenções.

03 ·Modernidade e colonialismo

Examinando as raízes históricas da modernidade, seus pressupostos sobre a realidade e o progresso, e as lógicas coloniais que moldam nossas instituições, desejos e imaginação.

04 ·Economia, incentivos e limites planetários

Explorando como os sistemas econômicos e os incentivos institucionais impulsionam a extração e o crescimento em um planeta finito.

05 ·Tecnologia, IA e energia

Investigando as tecnologias exponenciais, os riscos da IA, a energia e as consequências crescentes do poder tecnológico da humanidade.

06 ·Colapso e transição civilizatória

Explorando as consequências do colapso sistêmico e o que será necessário para avançar em direção a sistemas que afirmam a vida.

Sistemas
Solo

Solo

Lembrar do nosso lugar na teia da vida

O que o mundo mais-que-humano sabe que nós esquecemos? Como poderíamos organizar a vida pela reciprocidade em vez da posse? O que significaria encontrar outro mundo sem colonizá-lo? O que muda quando um rio se torna um parente?

Depois de explorar os sistemas do mundo humano, retornamos à teia da vida a qual pertencemos. Esta trilha cuida da nossa relação com a terra, o lugar, a ancestralidade e o mundo mais-que-humano. Ela explora o que se torna possível quando a Terra deixa de ser encontrada principalmente como recurso e passa a ser parente, mestra, comunidade e participante viva da nossa transformação.

Saiba mais+

Esta trilha vai além da abstração e do estudo intelectual: por meio de encontros com comunidades indígenas, quilombolas e outras comunidades territoriais no Brasil e na América Latina, exploramos modos de vida enraizados na reciprocidade, na ancestralidade, na autonomia e no pertencimento.

Esses encontros nos convidam a questionar os pressupostos herdados sobre terra, progresso e desenvolvimento — e a nos abrir para formas de ver, conhecer e viver que podem transformar nossa relação com o planeta.

Alguns dos temas que vamos explorar

01 ·Pertencimento ecológico e parentesco mais-que-humano

Explorando nosso lugar na teia da vida e o que muda quando encontramos outros seres como parentes, e não como recursos.

02 ·Território, ancestralidade e memória

Explorando como a terra, a ancestralidade e a memória coletiva moldam a identidade, o pertencimento e os modos de vida.

03 ·Saberes indígenas e quilombolas

Encontrando cosmologias, filosofias e práticas diversas que oferecem diferentes formas de compreender a vida e de se relacionar com ela.

04 ·Terra, despossessão e autonomia

Investigando as lutas pela terra e pelo território, e como as comunidades sustentam seus modos de vida diante da despossessão.

05 ·Agroecologia e regeneração

Explorando práticas de cuidado, cultivo e regeneração que nutrem relações recíprocas entre as comunidades humanas e a Terra.

06 ·Colonialismo, descolonização e contracolonialismo

Explorando como as lógicas coloniais moldam nossas relações com a terra, o conhecimento e todos os aspectos da própria vida.

Sociedade

Lembrar como responder a este momento

O que este momento pede de nós — juntos? O que é unicamente nosso para oferecer? Qual é a nossa responsabilidade neste tempo? Como as pessoas responderam a momentos de ruptura histórica? Como os movimentos surgem, crescem e transformam a sociedade?

Esta trilha nos coloca em contato direto com pessoas, comunidades, movimentos e iniciativas na fronteira viva da renovação cultural e social — aquelas que experimentam como organizar suas vidas e seu trabalho em resposta à metacrise. Encontramos pessoas e comunidades que respondem à ruptura histórica por meio da organização, da construção de paz, da renovação cultural e da construção de instituições. Suas experiências nos convidam a discernir onde nossos próprios dons, responsabilidades e compromissos podem ter lugar.

Saiba mais+

Depois de explorar o que é sagrado, aprofundar nossa relação com nós mesmos e uns com os outros, investigar os sistemas que moldam nosso mundo e relembrar nosso pertencimento à Terra viva, perguntamos:

Como poderíamos viver em resposta?

É aqui que sabedoria, poder e amor aprendem a caminhar juntos em direção aos futuros que ansiamos trazer à existência.

Alguns dos temas que vamos explorar

01 ·Movimentos históricos e transformação social

Explorando como pessoas e movimentos responderam a crises históricas, desafiaram os sistemas existentes e contribuíram para a mudança social.

02 ·Organização comunitária e construção de movimentos

Compreendendo como as comunidades se mobilizam, constroem poder coletivo, sustentam o compromisso e se organizam para uma mudança duradoura.

03 ·Poder, liderança e responsabilidade

Explorando o exercício ético do poder, a liderança como serviço a toda a vida e as responsabilidades de viver em um tempo de colapso.

04 ·Filantropia pós-capitalista e cuidado com os recursos

Explorando como o dinheiro, a filantropia e outras formas de recursos podem ser mobilizados e cuidados a serviço de futuros que afirmam a vida.

05 ·Renovação cultural e construção de instituições

Explorando como novas narrativas, práticas, comunidades e instituições vêm vivendo alternativas que afirmam a vida.

06 ·Vocação, compromisso e responsabilidade sagrada

Discernindo como somos chamados a servir à vida neste momento, e o que seria necessário para orientar nossas vidas de forma mais alinhada a esse chamado.

Sociedade

As capacidades mais necessárias neste momento são também existenciais e relacionais. Elas não são complementos ao trabalho sistêmico. Talvez sejam condições para que o trabalho sistêmico não se torne mais uma tecnologia elegante de controle.

— Vanessa Machado de Oliveira
A Pedagogia

Saber algo não é o mesmo que ser transformado por aquilo que sabemos.

As Cinco Trilhas descrevem as dimensões da vida com as quais vamos nos envolver. Nossa pedagogia faz uma pergunta diferente: Como precisamos nos envolver com elas para que aquilo que passamos a saber transforme, de fato, a forma como vivemos?

A Pedagogia da Transformação

Nossa civilização desenvolveu uma compreensão intelectual extraordinária do colapso ecológico, do risco tecnológico, dos incentivos sistêmicos e da metacrise, enquanto continua organizando nossas vidas em torno de muitos dos mesmos desejos, hábitos, relações e definições de sucesso que os reproduzem.

A educação em um tempo de metacrise precisa, portanto, ajudar a atravessar uma lacuna mais profunda entre saber, tornar-se e fazer: permitindo que aquilo que encontramos vá além de ideias que compreendemos e comece a remodelar a forma como percebemos, nos relacionamos, escolhemos, trabalhamos, consumimos e participamos do mundo.

Chamamos nossa abordagem de Pedagogia Ontológica Relacional: uma educação que busca refinar a forma como percebemos a realidade, aprofundar a forma como participamos daquilo que percebemos, cultivar nossa capacidade de sentir e discernir juntos e permitir que aquilo que encontramos remodele quem nos tornamos e como vivemos.

Nossa pedagogia se fundamenta em quatro movimentos principais:

01
Ontológico

Refinar a percepção

Que tipo de mundo se torna visível pela forma como aprendemos a perceber?

Buscamos cultivar formas de percepção, modos de olhar para o mundo, que nos tornem mais sensíveis a dimensões fundamentais da realidade que a modernidade muitas vezes apagou: a interdependência, o valor intrínseco, o sofrimento, o eros, o sentido, a sacralidade, a beleza e o valor transcendente de uma vida.

02
Relacional

Aprofundar a participação

Com que profundidade podemos entrar em relação com aquilo que percebemos?

À medida que nossa percepção se abre, praticamos entrar em uma relação mais profunda com aquilo que encontramos — não apenas por meio da abstração, mas pelas histórias que habitamos, pelos sentimentos e sensações que vivemos, pela intimidade da relação, pelos símbolos da nossa imaginação, pela inteligência do campo coletivo e pelas profundezas da experiência contemplativa e transpessoal. Cada uma delas abre uma forma diferente de se relacionar com a vida.

03
Coletivo

Sentir a partir do todo

O que se torna possível quando o saber deixa de estar localizado apenas no indivíduo?

À medida que a confiança, a atenção e a coerência relacional se aprofundam, o lugar a partir do qual percebemos pode começar a se ampliar. Praticamos sentir não apenas a partir de nós mesmos ou uns dos outros, mas do campo coletivo mais amplo de relações do qual fazemos parte — aprendendo a acessar formas de inteligência e sabedoria que nenhum indivíduo talvez consiga perceber sozinho.

04
Transformacional

Incorporar o que sabemos

Como aquilo que percebemos, com o que nos relacionamos e que encontramos se torna um modo de vida?

A transformação se aprofunda por meio da participação ativa no mundo — pelo trabalho, pela experimentação, pela criação, pela organização, pelo serviço e pelas responsabilidades da vida cotidiana. À medida que encontramos a complexidade, a resistência e as consequências do mundo, descobrimos o que de fato se tornou presente em nós, e onde nossos desejos, relações, hábitos e escolhas ainda pedem para mudar.

Uma folha translúcida e vermelha da árvore Bodhi

No coração da nossa pedagogia está a aspiração não apenas de reconhecer a interdependência, a sacralidade, o amor e o valor intrínseco da vida, mas de cultivar as práticas, as relações e as condições por meio das quais nos tornamos cada vez mais capazes de viver a partir deles — individualmente e juntos.

Aprofunde-se na Pedagogia Ontológica Relacional →
Quem Precisamos Nos Tornar

Ressignificando a liderança como uma responsabilidade sagrada em direção ao florescimento de toda a vida.

A estrutura, o caminho e a pedagogia da Jornada estão a serviço de uma pergunta mais profunda que fundamenta nossa jornada: quem precisamos nos tornar para responder a este momento com sabedoria, maturidade e responsabilidade?

Acreditamos que essa pergunta importa profundamente em uma cultura na qual as imagens dominantes do que um ser humano pode ser costumam ser estreitas demais para os desafios que enfrentamos. Parte do nosso trabalho é, portanto, recuperar e cultivar orientações mais ricas e expansivas sobre quem podemos nos tornar.

Para nós, essa transformação envolve quatro grandes mudanças em nossas relações mais fundamentais com toda a vida — com nós mesmos, uns com os outros, com o mundo e com o sagrado. Cada mudança é sustentada por capacidades que ajudam essas formas mais profundas de se relacionar a se tornarem realidades vividas.

Eu

Da Fragmentação → Rumo a Inteireza

Lembrar de quem somos além dos nossos condicionamentos, enquanto aprendemos a acolher as feridas, os apegos, os desejos, os privilégios e as muitas partes de nós com presença amorosa e compaixão — sendo cada vez menos governados pelo medo, pelos padrões de proteção e pelo controle, e cada vez mais capazes de viver a partir de um solo mais profundo de totalidade do ser.

Conheça as capacidades →

Eu

Capacidades que cultivamos

Autoconsciência · Presença · Autoinvestigação · Autocompaixão · Maturidade Emocional · Sintonia Afetiva · Consciência Corporal · Estamina Afetiva · Luto

O Outro

Da Separação → Rumo ao Interser

Despertar novamente para nossa interdependência e nosso entrelaçamento com seres humanos e mais-que-humanos, reconhecendo seu valor intrínseco e cultivando relações de intimidade, reciprocidade, reparação e cuidado genuíno com o florescimento uns dos outros, apesar das nossas diferenças.

Conheça as capacidades →

O Outro

Capacidades que cultivamos

Sintonia · Compaixão · Intimidade · Fala Amorosa · Escuta Profunda · Compreensão · Responsabilidade Relacional · Reparação · Sustentar Diferenças

O Mundo

Da Observação → Rumo a Participação

Lembrar que não estamos do lado de fora dos mundos que buscamos compreender. Somos participantes de um mundo vivo e interdependente, moldando e sendo moldados pelos sistemas sociais, ecológicos e históricos que habitamos. Cultivamos a capacidade de perceber esses entrelaçamentos, reconhecer os limites e consequências da nossa participação para agir com maior senso de responsabilidade.

Conheça as capacidades →

O Mundo

Capacidades que cultivamos

Pensamento Sistêmico e Complexo · Consciência Histórica, Econômica & Ecológica · Produção de Sentido · Pensamento Crítico · Humildade Intelectual · Sustentar Paradoxos

O Sagrado

Do Desencantamento → Rumo a Reverência

Recuperar nosso pertencimento a uma realidade que excede nossa plena compreensão, encontrando a vida como intrinsecamente valiosa, sagrada e digna de reverência. Cultivar um senso incorporado de amor, devoção e responsabilidade para com o todo, reconhecendo-nos como expressões únicas dele.

Conheça as capacidades →

O Sagrado

Capacidades que cultivamos

Profundidade Contemplativa · Percepção de Valor · Produção de Sentido · Discernimento Ético · Devoção · Veracidade · Imaginação · Responsabilidade Visceral · Reverência

Essas mudanças apontam para o horizonte mais profundo da nossa jornada: os tipos de relação, capacidades e amadurecimento que acreditamos ser necessários, se quisermos ajudar a conduzir nossa civilização em direção a futuros que afirmam a vida.

A verdadeira transformação não vem de grandes gestos heroicos, mas de pequenas rupturas, de momentos de vulnerabilidade e dos espaços onde podemos nos perder juntos para encontrar algo novo.

— Báyò Akómoláfé
Compromisso Prático

O que dizer sim à Jornada pede de você

Duração do Programa

10 meses

Formato

Híbrido

Presencial e online

Participantes

15

Local

São Paulo, Brasil

Idioma

Português

Retiros Imersivos

Três encontros de uma semana que ancoram a jornada

Retiro de Abertura

Convidando o Sagrado

Cuidando da alma da nossa comunidade

7 a 14 de fevereiro de 2027

São Paulo

Retiro do Meio

Sentindo a Metacrise

Nos relacionando com os sistemas e territórios nos quais estamos inseridos

4 a 11 de julho de 2027

Local a confirmar

Retiro de Encerramento

Servindo ao Todo

Contribuindo para a emergência de futuros que afirmam a vida

12 a 19 de dezembro de 2027

Local a confirmar

A participação integral nos três retiros é obrigatória.

Ritmo Semanal

Espaços online regulares de investigação, prática e encontro com convidados

Investigação em Comunidade

Terças · 19h–21h · Online

Prática Coletiva

Quartas · 19h30–21h · Online

Diálogos de Sabedoria

Quintas · 19h–21h · Online

A presença é obrigatória em todos os espaços online regulares.

Apoio Relacional

Espaços de acompanhamento mais individual dentro da Jornada.

Famílias de Dharma

Uma vez por mês

Terapia e/ou Coaching

Duas vezes por mês

Mentoria

Por ressonância e emergência

Espaços Emergentes

Experiências adicionais que surgem em resposta às investigações, desejos e necessidades da turma.

Jantares Filosóficos

Presencial · São Paulo

2 a 4 encontros ao longo da Jornada

Imersões Emergentes

Presencial ou online

2 a 3 possíveis experiências de fim de semana

Esses espaços respondem aos interesses e necessidades emergentes da comunidade. Nem todos terão participação obrigatória.

Dedicação de Tempo

Convidamos os participantes a abordarem esta jornada como um compromisso significativo, separando o tempo e a atenção necessários para participar de corpo e alma.

Três retiros de uma semana

Presencial · Participação integral obrigatória

8 a 12 horas por semana

Durante os períodos online regulares

Duas semanas dedicadas ao descanso

Sem programação agendada

Visão Geral do Cronograma

O Cronograma da Jornada

Fevereiro – Dezembro de 2027

OnlinePresencial
O LançamentoOnline

Encontro Online de Abertura

3 de fevereiro de 2027

18h45–21h30

Retiro de AberturaPresencial

Convidando o Sagrado

Cuidando da Alma da Nossa Comunidade

7 a 14 de fevereiro de 2027

São Paulo, Brasil

Trilha 1 · Ciclo de Oito SemanasOnline

O Sagrado

Lembrar o que realmente importa

15 de fevereiro – 11 de abril de 2027

Toda SemanaTer · Investigação Coletiva (19h–21h)Qua · Prática (19h30–21h)Qui · Diálogos de Sabedoria (19h–21h)
Trilha 2 · Ciclo de Oito SemanasOnline

Alma

Lembrar quem somos

12 de abril – 6 de junho de 2027

Toda SemanaTer · Investigação Coletiva (19h–21h)Qua · Prática (19h30–21h)Qui · Diálogos de Sabedoria (19h–21h)

Semana de Descanso

Semana de Pausa
7 a 13 de junho de 2027
Trilha 3 · Ciclo de Oito Semanas · Semanas 1–3Online

Sistemas

Lembrar onde estamos

14 de junho – 4 de julho de 2027

Toda SemanaTer · Investigação Coletiva (19h–21h)Qua · Prática (19h30–21h)Qui · Diálogos de Sabedoria (19h–21h)
Retiro do MeioPresencial

Sentindo a Metacrise

Nos relacionando com os sistemas e territórios nos quais estamos inseridos

4 a 11 de julho de 2027

Local a confirmar

Trilha 3 · Ciclo de Oito Semanas · Semanas 4–8Online

Sistemas

Lembrar onde estamos

12 de julho – 15 de agosto de 2027

Toda SemanaTer · Investigação Coletiva (19h–21h)Qua · Prática (19h30–21h)Qui · Diálogos de Sabedoria (19h–21h)
Trilha 4 · Ciclo de Oito SemanasOnline

Solo

Lembrar nosso lugar na teia da vida

16 de agosto – 10 de outubro de 2027

Toda SemanaTer · Investigação Coletiva (19h–21h)Qua · Prática (19h30–21h)Qui · Diálogos de Sabedoria (19h–21h)

Semana de Descanso

Semana de Pausa
11 a 17 de outubro de 2027
Trilha 5 · Ciclo de Oito SemanasOnline

Sociedade

Lembrar como responder a este momento

18 de outubro – 12 de dezembro de 2027

Toda SemanaTer · Investigação Coletiva (19h–21h)Qua · Prática (19h30–21h)Qui · Diálogos de Sabedoria (19h–21h)
Retiro de EncerramentoPresencial

Servindo ao Todo

Contribuindo para a emergência de futuros que afirmam a vida

12 a 19 de dezembro de 2027

Local a confirmar

Uma nota sobre a emergência

A Jornada segue um ritmo intencional, mas sua estrutura não é rígida. Como nossa turma fundadora, permaneceremos atentos às necessidades em transformação da comunidade, permitindo que certas investigações, práticas e encontros emerjam ao longo do caminho.

As Famílias de Dharma e o coaching ou terapia individual serão organizados de acordo com a disponibilidade dos participantes, enquanto os Jantares Filosóficos e possíveis Imersões Emergentes serão agendados em diálogo com a comunidade.

Queremos uma estrutura forte o suficiente para nos sustentar e viva o suficiente para responder ao que emergir enquanto percorremos esta jornada juntos.

Para Quem É

Para uma geração pronta para assumir a responsabilidade de viver o mundo que anseia trazer à existência

Estamos convocando lideranças pós-ativistas — artistas, educadores, organizadores, pensadores, agentes de transformação, tecnólogos e praticantes espirituais — que percebem a profundidade das crises do nosso momento histórico e se sentem chamados a se transformar no tipo de pessoas capazes de navegar e responder a estes tempos com maior sabedoria, coragem e discernimento.

Nossa primeira Jornada está buscando jovens brasileiros entre 18 e 29 anos que questionam os limites das abordagens convencionais de mudança sistêmica, liderança, educação e impacto social; que anseiam contribuir para a emergência de novos sistemas, culturas e futuros que afirmam a vida; e que reconhecem que qualquer resposta significativa a este momento precisa começar com uma mudança radical na forma como percebemos o mundo, nos relacionamos e participamos dele.

Esta Jornada é para quem:

  • Sente profundamente a dor e a beleza do mundo e se sente chamado a cuidar dele com mais profundidade.

  • Sente que as definições herdadas de sucesso, progresso e impacto já não respondem plenamente às perguntas que sua vida está fazendo.

  • Tornou-se cético em relação aos pressupostos que moldam muitas das nossas respostas às crises que enfrentamos.

  • Quer compreender as raízes mais profundas da metacrise e como responder a ela de forma adequada.

  • Sente-se chamado a oferecer sua vida e seus dons únicos a serviço de futuros que afirmam a vida.

  • Sente que a transformação espiritual, pensamento sistêmico e ação coletiva são inseparáveis.

  • Sonha com uma comunidade onde perguntas profundas sobre significado, valor, vocação e existência possam ser levadas a sério.

  • Está disposto(a) a examinar como seus próprios desejos, hábitos, identidades e modos de vida podem estar contribuindo para os padrões que esperamos transformar.

  • Anseia por uma comunidade que acolha quem você é, nutra o seu crescer e o apoie a transformar a forma como vive.

Talvez você se reconheça como:

A artista que tenta nos ajudar a imaginar outro mundo

Você sabe que a transformação cultural exige novas histórias, imagens, símbolos e possibilidades por meio dos quais as pessoas possam imaginar outra forma de ser. Você quer que sua arte responda às crises do nosso tempo ajudando a reflorestar o imaginário social com beleza, sacralidade, alma, amor e sabedoria, mas não consegue encontrar espaços que nutram a sua própria alma e espírito dessa forma, permitindo que você sinta mais profundamente este tempo de ruptura e crie a partir do discernimento que nasce desse lugar.

A cultivadora de comunidades que cultiva ilhas de sanidade

Você já sentiu na pele o poder da comunidade genuína e acredita que reconstruir nossa capacidade de viver, cuidar e agir juntos é essencial para o que vier a seguir. Talvez você esteja organizando encontros, facilitando círculos, criando lugares de pertencimento ou experimentando modos de vida mais relacionais. Você quer aprender a criar santuários de transição, mas tem encontrado seus próprios limites para sustentar a intimidade, o conflito, a diferença e a complexidade que emergem no espaço comunitário em um tempo entre mundos.

O educador que perdeu a fé no nosso sistema educacional

Você se importa profundamente com a aprendizagem, a formação e o desenvolvimento humano, mas sente cada vez mais que grande parte da educação prepara as pessoas para um mundo que está desaparecendo, enquanto reproduz muitos dos pressupostos que ajudaram a criar nossas crises. Você se pergunta o que a educação deveria se tornar em um tempo de colapso ecológico, aceleração tecnológica, fragmentação política e transição civilizatória. Você busca pessoas dispostas a questionar a educação em seus fundamentos e a experimentar seriamente o que talvez precise emergir a seguir.

A pesquisadora que investiga perguntas que não cabem em uma única disciplina

Você busca compreender as raízes mais profundas da nossa situação por meio do pensamento sistêmico, da ecologia, da filosofia, da economia política, da psicologia, da tecnologia, da história, da espiritualidade ou de perguntas que se recusam a caber em qualquer uma delas. Você procura uma comunidade onde o rigor intelectual possa permanecer em relação com a experiência vivida, a responsabilidade ética e múltiplas formas de conhecer, e onde a pesquisa em um tempo de crise planetária possa se tornar genuinamente transdisciplinar.

O empreendedor que tenta construir instituições a serviço da vida

Você sente o impulso de construir novos projetos, iniciativas, organizações, comunidades ou instituições que tornem possível algo diferente. Mas está cada vez menos disposto a reproduzir as lógicas de extração, crescimento infinito, competição e otimização simplesmente porque são consideradas normais. Você quer entender o que significaria construir e cuidar de instituições cujas relações, estruturas e uso de recursos sirvam genuinamente ao florescimento da vida, e se vê travado diante da complexidade de fazer isso.

A ativista que questiona como a transformação realmente acontece

Você se importa profundamente com a justiça social e talvez tenha passado anos se organizando, fazendo campanhas, defendendo causas ou resistindo a sistemas de opressão. Ao mesmo tempo, começou a perceber com que facilidade os movimentos por mudança podem reproduzir polarização, esgotamento, desumanização e alguns dos próprios padrões relacionais que buscam transformar. Você quer explorar formas de enfrentar a injustiça enraizadas na não-violência, na maturidade relacional, na transformação interior, na sacralidade e no amor, sem perder a coragem e o poder necessários para uma mudança significativa.

O tecnólogo que se debate com o poder daquilo que estamos construindo

Você é fascinado pela tecnologia e por seu potencial de contribuir para o florescimento humano e mais-que-humano, ao mesmo tempo em que se inquieta cada vez mais com a velocidade, os incentivos e a concentração de poder que moldam seu desenvolvimento. Você se debate com perguntas que a engenharia sozinha não consegue responder e busca um chão ético, filosófico e espiritual mais profundo a partir do qual decidir o que deve ser construído, o que não deve e que formas de vida nossas tecnologias estão ajudando a criar.

A ativista climática que carrega ao mesmo tempo urgência e luto

Você convive com o colapso ecológico há tempo suficiente para que ele viva em seu corpo. Talvez você carregue luto, raiva, medo, urgência, exaustão e um amor feroz pelo mundo, tudo ao mesmo tempo. Talvez tenha passado anos se organizando em torno da mudança climática e agora está se perguntando se as estratégias e formas de organização que temos usado são capazes de produzir a transformação que a crise exige. Você busca outras pessoas que sigam tentando compreender como novas formas de ativismo e movimento ecológico podem emergir.

O estudante com fome de uma educação que não consegue encontrar

Você talvez estude em uma excelente universidade, cercado de professores brilhantes e oportunidades extraordinárias, e ainda assim sinta que algo essencial está faltando. Você está aprendendo a analisar o mundo sem necessariamente aprender a viver nele, a conhecer a si mesmo, a cultivar relações significativas, a navegar a incerteza ou a discernir o que este momento está pedindo da sua vida. Você tem fome de uma educação que envolva mente, corpo, coração, imaginação, espírito e relação, e que o ajude a compreender o que devemos fazer neste tempo de crise planetária.

A agente de transformação social que começou a questionar o próprio mundo do impacto social

Você entrou neste trabalho porque queria contribuir para uma mudança significativa. Mas, com o tempo, começou a ver os limites de abordagens que tratam os sintomas sem questionar os fundamentos mais profundos dos sistemas que os produzem. Talvez tenha notado as mesmas lógicas de crescimento, escala, competição, extração e controle aparecendo até mesmo em espaços comprometidos com o impacto social. Você ainda quer servir à transformação, mas a partir de uma compreensão mais profunda da realidade, do mundo, de si mesmo e das formas como nossas tentativas de ajudar às vezes reproduzem aquilo que esperamos mudar.

Encontro comunitário na Metta Tropical

Ou talvez nenhuma dessas descrições se encaixe bem. Você pode estar em um momento de descobrir mais profundamente quem é, o que importa para você e como pode participar de forma significativa deste momento. O que importa para nós não é a sua identidade, o seu título ou o que você já conquistou, mas a sinceridade da sua busca, o seu compromisso com a transformação individual e coletiva, o chamado que você sente por esta Jornada e o seu desejo genuíno de fazer parte desta comunidade e contribuir com ela.

Ainda em dúvida?

Agende uma conversa de discernimento.

Se algo aqui ressoa, mas você não tem certeza se a Jornada é o lugar certo para você ou se este é o momento certo da sua vida, adoraríamos explorar isso com você.

Oferecemos essas conversas como um espaço para conhecer você mais individualmente, escutar as perguntas que você está vivendo, o que está desafiando você, o que busca emergir e o que o(a) atrai para esta jornada.

Esta não é uma entrevista de seleção. É um espaço de discernimento mútuo, oferecido com cuidado e sem pressão, para ajudar você a sentir se aplicar para a Jornada está alinhado com a sua vida neste momento.

Independente se você aplique, adoraríamos te conhecer.

Life-giving Sun
O custo — oferecido como uma dádiva

Uma abordagem pós-capitalista ao dinheiro

Na História da Separação, dar não é algo natural. Se eu estou separado de você, então mais para mim é menos para você. Na história do Interser, a vida é um presente. Não conquistamos o sol, a água, nossa respiração ou as batidas do nosso coração. A vida é um presente.
— Charles Eisenstein

Acreditamos que as práticas, as relações, a sabedoria e as formas de comunidade necessárias para navegar um tempo de metacrise não devem se tornar privilégios disponíveis apenas para quem pode pagar por elas. Em um momento em que tanto está em jogo, ajudar quem se sente chamado a servir à vida com todo o coração a se tornar mais capaz de fazê-lo parece uma responsabilidade sagrada que precisamos compartilhar.

Essa convicção também é pessoal. Muitos de nós que sustentamos este trabalho passamos décadas buscando espaços transformadores, educativos e de desenvolvimento que marcaram profundamente nossas vidas, mas o acesso a eles muitas vezes era limitado pelo custo. Vindo do Sul Global, as oportunidades criadas no Norte Global podiam se tornar proibitivamente caras. Às vezes encontramos bolsas, fizemos sacrifícios significativos para participar ou simplesmente não conseguimos acessar experiências pelas quais ansiamos profundamente.

Queremos praticar algo diferente.

Por isso, a Jornada é oferecida no espírito da dádiva, para que a capacidade financeira não determine quem tem acesso às formas de formação que acreditamos serem cada vez mais importantes para este tempo.

O que “oferecido como uma dádiva” significa para nós?+

Um presente, para nós, não é simplesmente um acordo financeiro. É um experimento para enfraquecer as lógicas de separação, transação e escassez tão profundamente enraizadas em nós pela modernidade, e de nos lembrarmos como sendo seres interdependentes, parte do mesmo movimento vivo de dar e receber.

Em vez de reforçar a conhecida abordagem da educação como consumidores, perguntando:

Quanto isso custa? O que vou ganhar em troca? Esse investimento vale a pena? Como isso vai ampliar minha rede? Isso vai me tornar uma pessoa mais interessante ou realizada?

Queremos abrir espaço para outro tipo de pergunta:

O que este momento da minha vida está pedindo de mim? Esta Jornada pode me apoiar neste caminho? Estou pronto para me oferecer com todo o coração a esta jornada? Algo neste convite aponta para uma verdade dentro de mim que venho ansiando viver? Esta é uma comunidade à qual desejo pertencer e que quero ajudar a trazer à existência?

Se algo em você ganha vida em resposta a essas perguntas, convidamos você a se escutar.

O que esta dádiva inclui?

Oferecer a Jornada como um presente não significa que ela não tenha custos materiais. Os espaços dos retiros, a alimentação, a facilitação, a terapia, os professores, o apoio de viagem e o trabalho de sustentar esta comunidade exigem recursos reais. Alguns deles são doados para nós, outros são sustentados por apoiadores, praticantes e amigos que acreditam que este trabalho importa e querem torná-lo possível para outras pessoas. Essa generosidade permite que o seu processo de discernimento central para aplicar para a Jornada continue sendo sobre chamado, ressonância e o seu momento atual, e não sobre a sua situação financeira.

Essa dádiva da Jornada inclui:

  • Todas as sessões online e a facilitação
  • Todas as experiências presenciais dos retiros
  • Hospedagem e alimentação durante os retiros
  • Coaching/terapia e apoio ao desenvolvimento
  • Todos os recursos e materiais das sessões

Os participantes são responsáveis apenas pelo transporte de ida e volta para os retiros presenciais.

Fundo Coletivo de Recursos+

Além de tornar a Jornada acessível, também estamos experimentando novas formas de nos relacionarmos com os recursos disponíveis como comunidade. Nossa esperança é criar um Fundo Coletivo de Recursos — um fundo compartilhado que possa apoiar os participantes ao longo da jornada com base em necessidades e oportunidades reais.

Esses recursos poderiam apoiar: o transporte para os retiros, experiências complementares de desenvolvimento, capital semente para projetos e iniciativas e apoio financeiro temporário para ajudar a cobrir necessidades básicas dos participantes.

A distribuição desses recursos acontecerá por meio de um processo coletivo e transparente, envolvendo os participantes e a equipe, inspirado em práticas de partilha coletiva de recursos e em economias da dádiva. Tudo isso faz parte da nossa prática de aprender como os recursos podem fluir com mais confiança, transparência e cuidado para onde são mais necessários.

Estamos atualmente captando recursos para este Fundo Coletivo e esperamos ter recursos disponíveis ao longo da Jornada.

O Processo de Aplicação

Um Convite ao Discernimento

Não vemos o processo de aplicação simplesmente como uma forma de selecionarmos participantes. Nós o vemos como um convite a um processo mútuo de discernimento, uma oportunidade para que ambos exploremos se este é o momento certo, a comunidade certa e o compromisso certo para o próximo capítulo da sua vida.

Estamos menos interessados em conquistas impressionantes ou cargos que você já ocupou. Buscamos verdade, honestidade e sinceridade. Queremos entender o caminho que trouxe você até aqui, interessado nesta Jornada: as perguntas com as quais você vem se debatendo, as experiências que o(a) formaram, o momento de vida em que você se encontra, as perguntas que vivem no seu corpo e os anseios mais profundos que talvez busquem espaço para serem acolhidos de forma mais plena.

Nossa esperança é que, independente do resultado, este processo já ofereça algo significativo para você.

O Processo de Discernimento

O próprio processo é um convite a algumas das perguntas no coração do nosso trabalho: como estou vivendo este tempo entre mundos? Pelo que minha vida anseia? O que está sendo pedido de mim? Quem precisamos nos tornar para navegar esse momento? Qual tipo de comunidade eu preciso para me sustentar nestes tempos?

01

Inscrição Online

15 de out. – 30 de nov. de 2026

Convidamos você a compartilhar mais sobre a sua história, perguntas, buscas, a sua relação com este momento e o que está chamando você para esta Jornada.

02

Conversas Individuais

Fluxo Contínuo - à medida que recebemos aplicações

Pessoas selecionadas serão convidadas para uma conversa individual com a nossa equipe. Este é um espaço para conhecer você mais profundamente, compreender o seu momento atual, seus anseios e desafios, explorar ressonâncias com o nosso trabalho e esclarecer dúvidas e expectativas sobre a Jornada.

03

Envolvimento com a Comunidade

20 de nov. – 20 de dez. de 2026

Ao longo de um mês, ofereceremos encontros online semanais opcionais (de 90 minutos cada) nos quais você poderá se conectar com a nossa comunidade e com outras pessoas inscritas, experimentar nossas formas de aprender, praticar e nos relacionar, e ter um vislumbre da Jornada antes de assumir um compromisso mais profundo.

04

Convites Finais e Compromisso

Até 30 de dez. de 2026

As pessoas convidadas para a turma fundadora da Jornada Metta Tropical terão de 2 a 3 semanas para confirmar sua participação.

Sente o chamado para se inscrever? Incentivamos você a entrar no grupo de WhatsApp da Jornada e a assinar a nossa newsletter para ficar por dentro do processo de inscrição, dos próximos encontros, das sessões informativas e para tirar suas dúvidas ao longo do caminho.

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Por Que Isto Existe, Agora

Uma geração está herdando um mundo em transição e uma responsabilidade que nunca aprendeu a carregar.

Por baixo das crises visíveis do nosso tempo — colapso ecológico, fragmentação social, instabilidade institucional, risco tecnológico, crise de sentido — existe uma situação mais profunda, muitas vezes descrita como a metacrise: uma disfunção nas formas subjacentes de perceber a realidade, de se relacionar com ela e de compreendê-la, sobre as quais a civilização moderna foi construída.

À medida que essa situação se aprofunda, avançar em direção a formas de civilização que afirmem a vida não está garantido. Isso exigirá mudanças profundas não apenas em nossos sistemas e instituições, mas na forma como compreendemos a nós mesmos e a realidade, e como nos relacionamos com toda a vida.

O Desafio É:

Civilizatório

Este momento é historicamente singular pelo poder sem precedentes que a humanidade agora tem de moldar — e potencialmente desestabilizar — as próprias condições da vida. Nosso poder tecnológico cresceu muito mais rápido do que a sabedoria e a maturidade necessárias para orientá-lo. Esse discernimento ético e essa maturidade relacional levam décadas, se não gerações, para serem cultivados nos níveis de que precisamos neste momento.

De Desenvolvimento

Este período de colapso civilizatório pode ser compreendido como um possível rito de passagem para a humanidade — um limiar que pode nos convidar a uma sabedoria e maturidade maiores. Mas a ruptura não garante a transformação. Sem as práticas, as comunidades, os anciões e os espaços de desenvolvimento capazes de sustentar essa passagem, a crise pode, com a mesma facilidade, aprofundar o medo, a fragmentação, o tribalismo e o apego a modos de vida que fazem parte do problema.

Geracional

Uma geração de jovens sente o peso deste momento e anseia participar de forma significativa do que vem a seguir, mas poucas instituições os estão ajudando a fazer escolhas de vida decisivas — como viver, o que valorizar, o que aprender, onde trabalhar e a que se dedicar — à luz da profundidade da transição em curso, preparando-os ao mesmo tempo para carregar as responsabilidades que este momento civilizatório está colocando diante deles.

Nada disso é trabalho apenas dos jovens.

As gerações mais velhas carregam uma sabedoria conquistada a duras penas, em vidas vividas dentro e fora dos sistemas atuais. As gerações mais jovens trazem sua própria sabedoria, suas perguntas e sua sensibilidade para aquilo que já não se sustenta, junto com o anseio de ajudar a trazer futuros diferentes à existência. Colocamos os jovens no centro desta Jornada não porque a responsabilidade seja só deles, mas porque serão eles que viverão mais plenamente as consequências das escolhas feitas hoje.

O trabalho deste momento é, portanto, intergeracional. Precisamos de espaços onde as gerações possam se reencontrar — para aprender com o que já foi vivido, discernir o que deve ser levado adiante e o que deve ficar para trás, e começar a assumir juntas a responsabilidade pelo futuro.

Encontro intergeracional na Metta Tropical

A Jornada existe para ajudar a restaurar o tecido intergeracional por meio do qual a sabedoria, a coragem e as capacidades que este momento exige possam ser cultivadas e levadas adiante. Esperamos que, ao nos reunirmos em relações íntimas e confiáveis entre gerações, possamos nos tornar mais capazes de conduzir com sabedoria nossa travessia por este limiar civilizatório.

A Equipe

Estamos aqui porque nós também precisamos desse trabalho.

Enquanto você ou alguém que aprendeu com você estiver ensinando, passando pra frente o nosso conhecimento, eu estarei vivo mesmo que enterrado. Mas se você deixar de ensinar o que lhe ensinei, eu estarei enterrado mesmo que esteja vivo. A minha vida está nas suas mãos. Você agora é responsável pelo meu viver. Isso é relação com a ancestralidade, meu querido. A ancestralidade não é morte, a ancestralidade é viva, é presente, é agora. Ancestralidade é trajetória.
— Nego Bispo

Querido amigo(a),

A maioria de nós que sustenta esta jornada passou anos enfrentando os desafios de viver em um tempo entre mundos. Fomos transformados pela experiência de questionar os modos de vida que a modernidade nos ofereceu, de ansiar pelo que ainda está por emergir e de buscar como oferecer nossas vidas de forma mais significativa a este momento.

Para nós, a metacrise é algo que sentimos antes de conseguirmos compreendê-la. É a textura inquietante da vida cotidiana, a incredulidade diante de quão estranhas as coisas se tornaram, a sensação de que o chão sob nossos modos de vida conhecidos deixou de ser confiável, e o saber mais profundo de que algo mais verdadeiro, significativo e belo é possível.

Nossos caminhos nos levaram por diferentes tradições, comunidades, ideias e experiências transformadoras em busca de orientação, sabedoria e ilhas de sanidade em meio à desorientação do nosso tempo. Ao longo do caminho, encontramos não apenas companheiros que compartilham a profundidade dessas perguntas, mas também mestres, anciões e pensadores cuja sabedoria, práticas e modos de viver nos ajudaram a compreender este momento, aprofundar nossas próprias jornadas e sustentar nosso compromisso com futuros que afirmam mais a vida.

Não estamos sustentando esta Jornada porque descobrimos como navegar a transição que vem pela frente. Muito pelo contrário. Estamos sustentando porque nós também estamos tentando discernir como viver e responder a este momento, e porque fomos profundamente moldados pelas pessoas, práticas, referenciais e sabedorias que encontramos ao longo do caminho.

A Jornada é a nossa tentativa de colocar essas pessoas em relação. De reunir quem reconhece algo desse anseio, conectar essas pessoas aos mestres, anciões e companheiros que nutriram nossas próprias jornadas e criar uma comunidade onde possamos continuar aprendendo, praticando e nos tornando mais capazes de navegar este momento juntos.

Com amor,
A Equipe Metta Tropical

Equipe Central

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Marcelo Peterlini

Mars é educador, facilitador, mentor, praticante budista, organizador comunitário, aspirante a filósofo e estudante da amizade espiritual. Ele vem dedicando a vida a explorar como a educação pode ser radicalmente reimaginada para apoiar a transição civilizatória que estamos vivendo. Seu trabalho parte do reconhecimento de que as crises de hoje expressam uma crise mais profunda de percepção, de sentido, de produção de sentido e de valor. No centro da sua prática e pesquisa está a investigação de como o sagrado e a sabedoria das tradições espirituais podem ser relegitimados no coração da educação, como fontes essenciais de sentido, profundidade, responsabilidade ética, discernimento e sabedoria para um tempo de colapso sistêmico.

Marcelo foi membro fundador da Latin American Leadership Academy, onde contribuiu para a formação de milhares de jovens lideranças em toda a região e mentorou pessoalmente centenas delas. Desde então, seu caminho o levou por comunidades espirituais e transformadoras que exploram as intersecções entre prática espiritual, mudança sistêmica e respostas à metacrise. Entre as experiências que mais o marcaram estão períodos de formação em mosteiros budistas, a participação em comunidades metamodernas, um tempo no Schumacher College e experimentos com comunidades organizadas em torno da inovação espiritual, da prática relacional, do pensamento decolonial e da consciência da metacrise. Por meio dessas experiências, ficou cada vez mais claro para ele que parte da sua vocação é apoiar o surgimento de uma abordagem pós-secular de liderança e educação, centrada na sabedoria e enraizada no Sul Global. Hoje ele explora que tipos de arquiteturas educacionais podem sustentar a transformação humana ao longo de décadas e gerações, e nos acompanhar no rito de passagem civilizatório para o qual estamos sendo chamados.

O Metta Tropical Collective é o seu primeiro experimento contínuo nessa direção. Num lugar mais íntimo do seu coração vive a pergunta sobre o que significaria construir uma formação moderna de Bodhisattvas no Brasil, capaz de apoiar jovens, adultos e anciãos a encontrar o colapso civilizatório com sabedoria, maturidade relacional, coragem e responsabilidade pelo florescimento de toda a vida. Ele costuma pensar nisso como um projeto de 300 anos rumo ao surgimento de culturas e sistemas educacionais centrados na sabedoria, que as gerações futuras possam um dia herdar.

Marcelo Peterlini

Educador, Mentor, Buscador Espiritual, Facilitador, Guardião de Visão, Tecelão de Comunidades

Cássius Carvalho

prazer! sou Cássius, sou um estudante das tradições de sabedoria ao redor do mundo, pesquisador autodirigido e educador/metadesigner em formação.

depois de uma experiência de quase morte (EQM) e uma desilusão profunda ao trabalhar com tecnologia e impacto social no vale do silício, ambos aos 19 anos, passei a questionar e mudar radicalmente a minha visão de mundo e a forma como vivo a vida.

nos últimos 8 anos, como resposta às diversas inquietações profundas que surgiram - questões ainda maiores de propósito, da natureza da realidade, das possibilidades de vida e existência na Terra - me lancei a pesquisar quais outras formas de viver, ser, existir são possíveis como ser humano e como sociedade, e passei a dedicar boa parte do meu tempo a pesquisas, práticas e experiências transdisciplinares que me ajudaram a chegar em uma pergunta-guia:

"como podemos criar sistemas que afirmam a vida - i.e. que apoiam o florescimento de todos os seres, e que nos permitem jogar a vida colaborativamente, coordenando na direção de futuros mais sábios e regenerativos?"

essas investigações culminaram em um "jardim digital", um site em que tenho cultivado reflexões ao longo desses anos e compilado as principais referências que mais me informaram, guiaram e apoiaram em todo esse processo de reflexão, transformação e amadurecimento.

desde então, tenho pesquisado iniciativas, comunidades e experimentos especialmente nas intersecções entre consciência/espiritualidade, tecnologia, arte, design, aprendizagem, complexidade, regeneração e jogos, que buscam responder à meta-crise e às diversas crises sistêmicas em que vivemos, como movimentos e alternativas na direção de futuros mais sábios, compassivos e regenerativos.

sigo pesquisando, experimentando e contribuindo pra diferentes iniciativas, principalmente através do que chamo de L1F3 game - um projeto contínuo de pesquisa & desenvolvimento que investiga e prototipa: "como podemos transformar a vida real em um jogo sério, colaborativo, de transformação pessoal, social e construção de civilizações regenerativas - de forma modular, distribuída, interoperável, online-e-offline, com código e protocolos abertos?"

essas investigações e outras estão, em algum nível, disponíveis no meu jardim digital (em inglês), em: c4ss1usgarden.vercel.app.

o Coletivo Metta Tropical é pra mim, uma casa, um santuário, um embrião de uma linhagem que busca colocar o sagrado no centro enquanto reconhece e honra o nosso espírito tropical - e a partir dessa intersecção, traz muitas dessas investigações sistêmicas e sociais do âmbito pessoal pro coletivo.

é uma forma que encontramos de nos organizar ao reconhecer que se quisermos realmente nos mover em direção a esses futuros, precisamos ir radicalmente além das nossas bolhas, aprender umas com as outras, encontrar "chão comum" entre as nossas perspectivas, nos apoiar de forma devota e comprometida com os nossos processos de envolvimento, desenvolvimento e transformação, e estabelecer novas formas e relações de confiança, colaboração e coordenação pós-dogmáticas (ou transparadigmáticas) que nosso século tanto precisa.

seja bem-vinda(o) e obrigado por estar aqui. 🙏🏽❤️‍🔥🌱

Cássius Carvalho

Pesquisador, Metadesigner, Curador, Mapeador de Sistemas, Jardineiro do Conhecimento

Nathalie Zogbi
Antes de se juntar à Imaginable Futures, Nathalie cofundou o CO.LETIVO, um programa de residência docente no Brasil voltado a levar equidade e excelência à formação de professores no país. Nathalie também foi sócia da SOMOS Educação, onde dirigiu o Colégio Anglo 21, a principal escola de ensino fundamental e médio da empresa em São Paulo. Também trabalhou nas equipes de fusões e aquisições e de operações escolares da empresa. Durante sua trajetória na educação, Nathalie conduziu uma investigação profunda sobre o que gera experiências de aprendizagem extraordinárias, conectando descobertas da Ciência da Aprendizagem a práticas escolares do mundo todo. Como parte dessa jornada, visitou mais de 40 escolas em sete países e mapeou condições eficazes de aprendizagem, escolhas de desenho curricular, estratégias pedagógicas e sistemas de apoio para além da sala de aula. Nathalie começou a carreira no mercado financeiro, em banco de investimentos, antes de migrar para a educação em busca de sentido e impacto social.
Nathalie Zogbi

Mãe Dedicada, Cuidadora Apaixonada, Parceira Estratégica de Pensamento, Guardiã de Recursos

Karen Sun
Karen é educadora e diretora de tecnologia (CTO) consultiva, com experiência global pesquisando e trabalhando na intersecção entre educação e tecnologia, em organizações com e sem fins lucrativos. Hoje, seu trabalho se concentra em compreender como tomar decisões sábias e conscientes da vida em relação à tecnologia — e especialmente como levar essa investigação para espaços educacionais e governamentais. Ela liderou iniciativas como uma escola digital para crianças do ensino fundamental deslocadas pela COVID na Colômbia, formação em letramento digital e orientação para o ensino superior na África do Sul, e o desenvolvimento de ferramentas de aprendizagem adaptativa usadas por milhões de estudantes no Quizlet. Atualmente, Karen é CTO da VélezReyes+, uma plataforma filantrópica latino-americana que atua por meio da educação e da transformação de lideranças, e professora de sociedade e tecnologia no Insper, no Brasil.
Karen Sun

Professora Convidada, Amante dos Livros, Mentora, Doula, Chef de Coração, Conselheira de Tecnologia

Professores Convidados Que Caminham Conosco

Estes são alguns dos professores e anciões que caminharam conosco, ou ainda caminham, como professores convidados, aprofundando as investigações centrais do nosso coletivo. Seguimos cultivando relações com cada um deles, aprendendo, nos transformando e apoiando uns aos outros ao longo do tempo. Muitos deles estiveram conosco no retiro do ano passado, e esperamos recebê-los de volta na Jornada deste ano.

O círculo de professores convidados deste ano ainda está se formando, e anunciaremos outros nomes aqui à medida que forem confirmados.

Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

Quanto tempo a Jornada exige?

A Jornada exige aproximadamente 8 a 10 horas por semana durante os períodos online, além de três retiros presenciais de uma semana ao longo dos dez meses. A jornada online se desenrola em ciclos de aproximadamente 12 a 14 semanas de encontros semanais, cada um seguido de uma semana de descanso, para abrir espaço para integração e renovação.

A Jornada acontece em português?

Sim. A Jornada acontece principalmente em português e está enraizada no contexto brasileiro. Alguns professores convidados podem falar em inglês ou espanhol, com tradução disponível.

Quanto custa a Jornada?

A Jornada é oferecida como um presente, sem taxa de participação. Isso inclui as sessões online, os retiros, a hospedagem e as refeições durante os retiros, e o apoio terapêutico e de coaching individual oferecido ao longo do programa. Os participantes são responsáveis apenas pelo transporte de ida e volta para os retiros presenciais.

Posso participar se não moro em São Paulo?

Sim. As sessões semanais acontecem online, então você pode participar de outras partes do Brasil ou do exterior. A presença integral nos três retiros presenciais é obrigatória para todos os participantes. Também podemos organizar encontros presenciais adicionais (jantares filosóficos e imersões de fim de semana) ao longo da Jornada, dos quais recomendamos muito a participação, mas que não serão obrigatórios.

Preciso participar dos três retiros?

Sim. Os retiros são centrais para o processo de desenvolvimento da Jornada e para a construção das relações que vão sustentar a nossa comunidade. Pedimos às pessoas inscritas que confirmem que podem participar dos três antes de se comprometerem com o programa. Se você prevê algum conflito ou tem circunstâncias específicas que gostaria de conversar, entre em contato antes de se inscrever.

Posso participar trabalhando ou estudando em tempo integral?

A Jornada foi pensada para acontecer junto com a vida que os participantes já levam, mas exige um compromisso considerável de tempo, energia e atenção. Incentivamos você a considerar suas responsabilidades atuais e se consegue, de forma realista, abrir espaço para os encontros semanais, a prática pessoal e os três retiros. Se estiver em dúvida, teremos prazer em explorar isso com você em uma conversa de discernimento.

Como os participantes são selecionados?

Nossa intenção é reunir um grupo de pessoas que ressoem profundamente com as investigações da Jornada, reconheçam neste convite algo pelo qual vêm ansiando e se sintam prontas para participar de corpo e alma desta jornada.

Estamos menos interessados no que você já conquistou do que no caminho que trouxe você até aqui: as perguntas com as quais você vem vivendo, as experiências que o formaram e o que está atraindo você para este trabalho. Por ser a nossa primeira turma, estamos especialmente atentos a reunir um grupo de pessoas que possam enriquecer genuinamente a jornada umas das outras. Também queremos dedicar tempo para conhecer de verdade as pessoas inscritas e explorar a ressonância entre as suas aspirações, as investigações no coração da Jornada e a comunidade que esperamos cultivar juntos.

Em última instância, buscamos pessoas que não apenas se beneficiem desta comunidade, mas que sintam o chamado para ajudar a trazê-la à existência.

Posso me inscrever se estiver fora da faixa de 18 a 29 anos?

Sim. Nossa primeira Jornada foi pensada principalmente para jovens brasileiros de 18 a 29 anos, mas estamos abertos a considerar um pequeno número de pessoas fora dessa faixa cujas aspirações e circunstâncias ressoem profundamente com a nossa missão. Não podemos garantir a admissão fora da faixa etária prevista, mas incentivamos você a entrar em contato se se sentir fortemente atraído por este trabalho. Também estamos cultivando uma comunidade intergeracional mais ampla, com outras possibilidades de envolvimento conosco.

O que acontece depois da Jornada?

Não vemos a Jornada como uma experiência isolada de dez meses, mas como uma porta de entrada para uma comunidade de longo prazo de prática, aprendizagem, investigação e responsabilidade compartilhada. Nossa aspiração é que os participantes continuem fazendo parte da comunidade crescente do Coletivo Metta Tropical, na qual ofereceremos múltiplas oportunidades online e presenciais para seguir praticando, se desenvolvendo, se relacionando e colaborando para além do programa formal.

E se eu não me vejo como líder?

Entendemos totalmente. Reconhecemos que a palavra liderança carrega uma bagagem considerável, muitas vezes associada a status, autoridade, conquistas ou influência sobre os outros. Parte do nosso trabalho é recuperar uma compreensão diferente da liderança como uma responsabilidade sagrada com o florescimento de toda a vida: uma forma de nos relacionarmos com nós mesmos, os outros e com o mundo com amor, sabedoria, coragem e disposição para servir algo maior do que nós mesmos.

Às vezes usamos o termo pós-ativismo para apontar para essa orientação. Não se trata de uma rejeição do ativismo, mas de um convite a questionar as próprias formas de perceber, pensar, se relacionar e organizar a vida a partir das quais nossas tentativas de mudar o mundo costumam surgir.

Estamos buscando pessoas que sentem profundamente a dor do mundo e anseiam oferecer suas vidas a serviço de todos os seres. Você não precisa se chamar de líder ou de pós-ativista, mas, se reconhece algo desse anseio no seu coração, este convite é para você.

Preciso ter experiência prévia com espiritualidade, pensamento sistêmico, metacrise ou práticas relacionais?

Não necessariamente. Não esperamos que as pessoas inscritas sejam especialistas ou praticantes experientes em todos esses campos. Os participantes chegarão com trajetórias, profundidades de experiência e formas diferentes de se envolver com as perguntas no coração do nosso trabalho.

Ao mesmo tempo, buscamos pessoas que reconheçam algo da sua própria jornada nessas investigações e anseiem explorá-las mais profundamente, na companhia de outras pessoas que compartilham esse compromisso. O que mais importa é o seu desejo genuíno e a sua curiosidade de entrar plenamente nessas dimensões da vida, e o reconhecimento de que este é o tipo de espaço pelo qual a sua alma mais tem desejo neste momento da vida.

A Jornada é afiliada a alguma religião ou tradição espiritual específica?

Não. A Jornada não é diretamente afiliada a nenhuma instituição religiosa ou espiritual, embora muitos de nós que sustentam este trabalho tenham sido profundamente moldados e apoiados por diversas tradições e linhagens espirituais e de sabedoria ao longo de nossos caminhos.

O budismo tem sido uma influência particularmente importante, junto com outras tradições contemplativas, linhagens filosóficas e abordagens contemporâneas do desenvolvimento humano e de práticas relacionais. Temos profunda gratidão por essas linhagens e buscamos honrar as formas como elas moldaram nossa compreensão da realidade, nossas práticas e a forma como aspiramos viver. Então, de algum modo, a Jornada é inevitavelmente moldada por elas.

Acreditamos que as raízes da metacrise são profundamente espirituais. Por baixo do colapso dos nossos sistemas estão perguntas mais profundas sobre como compreendemos a existência, o que reconhecemos como intrinsecamente valioso, o que dá sentido às nossas vidas e como nos relacionamos uns com os outros, com o mundo vivo e com o sagrado. As tradições espirituais e religiosas passaram séculos se envolvendo com essas perguntas, desenvolvendo corpos profundos de sabedoria e prática em torno delas. Acreditamos que responder de forma significativa a este momento exige trazer essas dimensões da vida de volta ao coração da nossa investigação coletiva.

Para fazer parte da Jornada, você não precisa se identificar como religioso ou espiritualizado, nem aderir a nenhuma visão de mundo específica. O que pedimos é uma disposição sincera de se envolver com essas dimensões da vida por meio da investigação, da prática e do diálogo.

Também reconhecemos que a espiritualidade e a religião podem ser um território delicado. Muitas pessoas carregam experiências de dano, exclusão ou desilusão em espaços religiosos e espirituais, e não levamos isso de forma leviana. Nossa intenção não é fugir dessas perguntas nem impor nenhum caminho específico, mas criar condições nas quais possamos nos envolver com elas com abertura, discernimento, humildade e cuidado, sabendo da importância que têm para o nosso tempo.

Tenho interesse, mas não sei se este é o momento certo para mim. Podemos conversar?

Com certeza. Sabemos que se comprometer com uma jornada como esta pode envolver perguntas importantes sobre a sua vida, as suas responsabilidades e as suas aspirações.

Oferecemos conversas de discernimento como um espaço para conhecer você, escutar o que está vivo para você e explorar juntos se a Jornada parece alinhada com o seu momento atual. Essas conversas não são entrevistas de seleção, e não há nenhuma pressão para se inscrever depois.

Caso você venha ou não a fazer parte da Jornada, adoraríamos te conhecer.

Agende uma conversa →
Tá, mas por que se chama Jornada Metta Tropical?

Que bom que você perguntou. Metta Tropical é mais do que um nome para nós. É uma invocação do espírito com o qual esperamos encontrar a metacrise, daquilo que consideramos sagrado e das possibilidades de vida que ansiamos trazer à existência.

Em sua essência, Metta vem da língua páli e significa um tipo de amor incomensurável a serviço de todos os seres vivos. Para nós, Metta é a orientação que nos permite encarar a metacrise com o tipo de sabedoria que nos previne de cair no desespero, em soluções simplistas ou na dominação. E ela carrega três energias principais:

Bondade-amorosa (Metta)

Um amor feroz, incomensurável que tudo abraça, voltado para a libertação e o florescimento de toda a vida. Ele evoca o coração do Bodhisattva em um tempo de colapso social.

Meta-consciência

A capacidade de dar um passo atrás e sentir os padrões mais profundos que moldam nosso mundo, nossos sistemas e nossas crises. Meta como dentro (interioridade), meta como entre (relacionalidade) e meta como além (diferentes formas de ver e de ser).

Metamorfose

O reconhecimento de que estes tempos exigem que sejamos transformados, que nosso Ego mude de forma, que nos tornemos adultos maduros e sábios para encarnarmos plenamente o trabalho da nossa alma.

Tropical

Tropical é um certo tipo de invocação. Chama o calor, o pulso, a inteligência selvagem da vida. O eros, a vitalidade e a força criativa que vivem no Brasil e em todo o Sul Global.

É também um chamado para não ficarmos presos à abstração, mas voltarmos ao corpo, à terra, ao ritmo e às relações. Tropical honra a sabedoria que há muito vive neste território — de comunidades indígenas, quilombolas, afrodiaspóricas e marginalizadas — que, apesar de ignorada, silenciada e apagada, resistiu, guardando tantas chaves para atravessar o colapso.

Ela nos lembra que aquilo que sobreviveu ao apagamento guarda algo essencial. E que qualquer resposta honesta ao colapso precisa, com humildade, encontrar o caminho de volta até ele.

Conheça o Espírito do Nosso Trabalho →

Jornada Metta Tropical

O que este momento da história está pedindo da sua vida?

Se algo em você é tocado por essa jornada, convidamos você a se escutar.

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