Pesquisa eInvestigação

01 — Nossas perguntas orientadoras

Aprender a participar na vida com mais sabedoria.

Como coletivo de pesquisa, estamos continuamente perguntando, sentindo e mapeando:

Seis perguntas vivas orientam nosso trabalho. Voltamos a elas à medida que nossas vidas, relações e compreensão continuam mudando.

01

Onde estamos?

Investigando a natureza da realidade

Como fazemos sentido de uma realidade que excede nossa plena compreensão? Como podemos seguir evoluindo as ontologias, visões de mundo e cosmologias pelas quais vivemos, para que nos ajudem a participar na vida com mais sabedoria, cuidado e responsabilidade?

02

Quando estamos?

Nos orientando em nosso momento histórico e planetário

Diante da multiplicidade de histórias, experiências e realidades habitadas por diferentes pessoas ao longo do espaço e do tempo, qual é o contexto histórico, ontológico e planetário em que de fato nos encontramos?

03

Como chegamos aqui?

Compreendendo as forças que moldam nosso mundo

Que sistemas, instituições, histórias, tecnologias, movimentos e formas de ver e de se relacionar nos trouxeram até este momento? Como elas continuam moldando como percebemos, desejamos, nos organizamos e agimos?

04

O que está emergindo?

Sentindo possibilidades já vivas no presente

Que visões de mundo, práticas, comunidades, movimentos e modos de viver já estão se manifestando no agora? Que sementes de mundos que afirmam a vida estão tentando emergir no presente?

05

Quem estamos nos tornando?

Investigando a possibilidade humana

Quem somos nós para além dos condicionamentos das nossas vidas na modernidade? Quem precisamos nos tornar a serviço de mais vida, mais beleza, mais verdade e mais bondade por vir?

06

O que nos cabe fazer?

Discernindo participação e responsabilidade

Como estamos sendo chamadas(os) a participar deste momento? Qual é a minha contribuição única para a emergência de futuros que afirmam a vida?

02 — Como investigamos

Com nossos corpos, vidas
e almas.

A forma como passamos a conhecer algo faz parte do que estamos aprendendo.

Nossa pesquisa não é necessariamente acadêmica. Nós a realizamos de forma individual e coletiva, com nossos corpos, vidas e almas como um todo.

Nos informamos e nos inspiramos por abordagens que abrem espaço para o saber incorporado, a relação, a participação e a responsabilidade. A forma com que pesquisamos também é continuamente evoluída e revisitada.

À medida que nosso trabalho se desenvolve, pretendemos publicar pesquisas transdisciplinares, artigos originais, cartografias sociais e coleções curadas que contribuam para a construção de narrativas e para a produção cultural de sentido, que ajudem a orientar ação sábia em tempos de incerteza.

Abordagens que informam nossa pesquisa
Cognição 4E (abre em uma nova aba)

Incorporada · situada · enativa · estendida

Pesquisa É Cerimônia (abre em uma nova aba)

Shawn Wilson · Métodos Indígenas de Pesquisa

Pesquisa meta-relacional (abre em uma nova aba)

Uma abordagem meta-relacional de investigação

Antro-Ontologia (abre em uma nova aba)

A realização da natureza da realidade por meio da profundidade e da clarificação da nossa experiência como primeira pessoa

A investigação se torna pesquisa. A pesquisa se torna experimento vivido.

03 — Grupos de pesquisa atuais

Além das perguntas orientadoras que continuamente informam e transformam nosso trabalho, temos hoje dois principais campos de pesquisa com experimentos ativos:

1)

Inteligência Coletiva e Coordenação a Serviço da Vida

Investigação contínua

Perguntamos:

  • O que realmente significam "sistemas, culturas e sociedades que afirmam a vida", e o que as suas existências implicam?
  • Como podemos apoiar a coordenação de indivíduos, comunidades e organizações na direção de de futuros que afirmam a vida, especialmente a partir do contexto, desafios e perspectivas do Sul Global?
  • Como podemos aprender com a sabedoria e os dons presentes em diferentes visões de mundo, cosmologias e comunidades, e torná-las mais visíveis, para que possam informar nossos poderes, desafios e decisões na construção de presentes pluriversais?

Linhas de pesquisa e experimentos

  1. 1.1
    Mapeamento e Integração do Ecossistema

    Estamos criando um mapa detalhado do ecossistema que nos sentimos parte: pessoas e iniciativas (especialmente educacionais) trabalhando para transformação interna, social, cultural e sistêmica, a serviço do florescimento planetário.

    Explore o Mapa (abre em uma nova aba)
  2. 1.2
    Arquiteturas Educacionais Centradas na Sabedoria e a Civilização como Ambiente Educacional

    A civilização em que habitamos está sempre nos educando e moldando o tipo de ser humano que nos tornamos. Como podemos cultivar culturas, sistemas e instituições que apoiem nosso vir-a-ser, em vez de sabotá-lo?

    Tema Ativo de Pesquisa e Investigação
  3. 1.3
    Organizando Nossas Vidas em Resposta à Metacrise

    Investigações e experimentos na direção de estilos de vida colaborativos e pós-capitalistas, engajando com ferramentas e práticas para a comunalidade, inteligência compartilhada e coordenação transcontextual.

    Entre Membros do Coletivo e do Fellowship
2)

Educação e Pedagogia Transformadoras

Pesquisa e prática

Perguntamos:

  • O que são e como se dão os processos de: florescimento, transformação, desenvolvimento, vir-a-ser e realização - humanos e mais-que-humanos?
  • Que condições podem informar, orientar e apoiar profundamente esse florescimento?
  • Que tipos de formação humana levam a relações de intimidade radical, amor e devoção consigo mesmo, com o outro, com o mundo e com o sagrado?
  • Como acontece uma transformação social, cultural e sistêmica profunda, conduzida a partir de dentro?
  • Como podemos criar arquiteturas educacionais transformadoras que ofereçam as condições para esse devir?
  • Qual é o papel da espiritualidade e do sagrado em espaços educacionais pós-seculares?

Linhas de pesquisa e experimentos

  1. 2.1
    Uma Pedagogia Ontológica Relacional

    A forma como enxergamos o trabalho do Laboratório de Educacação Transformadora. Em estágio inicial, sendo desenvolvido, aplicado e testado por meio do Fellowship.

    Explore a Pedagogia
  2. 2.2
    Por que Sabedoria?

    Uma investigação sobre a natureza da sabedoria, como ela se desenvolve e de que tipos de sabedoria precisamos em um tempo de crise planetária.

    Artigo em desenvolvimento — Estágio inicial
  3. 2.3
    O Fellowship

    Um experimento de 10 meses cocriado com jovens de 18 a 29 anos, terapeutas, mentores, professores convidados e um conselho de sabedoria crescente.

    Conheça o Fellowship

Você se sente chamada(o) a colaborar com alguma dessas pesquisas? Um convite caloroso mais abaixo

04 — Um contexto de investigação desafiador

O campo a partir do qual esta pesquisa cresce.

Ao nos dedicarmos a esta pesquisa, reconhecemos pelo menos duas questões históricas desafiadoras, presentes tanto na pesquisa acadêmica quanto na independente:

01 / O conhecimento de quem se torna visível?

Para além de perspectivas estreitas, enviesadas e a-históricas

Em 2008, Arnett mostrou que 96% dos estudos psicológicos, comparativos sociais e de ciências comportamentais nos seis maiores jornais acadêmicos de psicologia vieram de países WEIRD (em português: OEIRD, Ocidentais, "Educados", Industrializados, Ricos, Democráticos), representando apenas 12% da população mundial. Mais especificamente, 70% das amostras e autores vêm dos Estados Unidos, cerca de 5% da população mundial.

Análises recentes (e.g., Thalmayer et al., 2021) encontraram um leve aumento na diversidade cultural: em vez dos 95% anteriores, agora essas pesquisas negligenciam por volta de 89% da população mundial. Desde então (e mesmo antes disso), têm se mostrado que esse tipo de subrepresentação do Sul Global é recorrente não apenas na psicologia, mas continua sendo o caso na vasta maioria das disciplinas acadêmicas.1

Nosso intuito aqui não é apenas trazer à tona mais uma vez que precisamos de mais perspectivas diversas. Sim, precisamos, mas para além disso, sabemos pela nossa experiência direta que respostas a muitas das aflições, necessidades e desafios da sociedade moderna já existem e podem ser encontradas em comunidades não-WEIRD. No entanto, dadas as estruturas, sistemas e incentivos em vigor, bem como a longa história de discriminação, extração e repressão que enfrentam, essas contribuições permanecem subfinanciadas, sub-representadas e pouco reconhecidas.

Isso significa que, embora tenhamos uma abundância de práticas, saberes e formas de ser que buscam afirmar a vida, como aquelas sendo evidenciadas pela Global Tapestry of Alternatives, por exemplo, elas são sistematicamente ofuscadas, permanecendo marginais ao poder e à discussão pública, às vezes mesmo dentro dessas comunidades em si.

Portanto, com nosso trabalho, buscamos torná-las mais visíveis e perguntar:

Que tipos de pesquisa e produção cultural precisam de mais espaço para emergir? Como podemos apoiar as pessoas que estão fazendo isso, e como podemos apoiar a criação de caminhos para que seus trabalhos sejam publicados e compartilhados?

02 / Como podemos fazer sentido da complexidade?

Navegando uma ecologia da informação fragmentada e inesgotável

É impossível fazer sentido de toda a informação disponível para nós, seja através do mundo online ou da nossa realidade física imediata, isso sem falar das infinitas perspectivas e interpretações conflitantes sobre tais informações. Naturalmente, precisamos delegar, em algum nível, nossos processos de julgamento e compreensão da realidade por meio da confiança relacional. Historicamente, fizemos isso sobretudo em grupos menores de pessoas, muitas vezes nas nossas comunidades locais. Hoje, essa confiança (e desconfiança) relacional está espalhada por instituições, sistemas, culturas e povos de origens diversas.

Diante da ampla gama de informações e fontes disponíveis (e indisponíveis) para nós, usamos vários critérios para determinar o quanto cada uma é confiável: o quanto sabemos sobre aquele tema e aquela fonte, suas relações, os métodos que usa, suas visões de mundo, o quanto conhecemos de sua história, os sistemas e incentivos em que estão inseridas, etc.

Nos campos da pesquisa acadêmica e para-acadêmica, essa sobrecarga de informação muitas vezes se reflete em textos densos e infindáveis, centenas de citações, linguagem especializada e mais, criando um campo de discussão que apenas uma pequena elite consegue de fato compreender, engajar e contribuir.

Um exemplo: citações acadêmicas

Citações no nível de um livro ou artigo inteiro costumam ser amplas demais para o público em geral ou para quem está chegando a um campo. Elas colocam sobre o leitor a carga cognitiva de inferir as relações por trás delas. Centenas de referências ainda podem nos deixar incapazes de compreender uma posição específica, sua história, as relações em torno dela ou a ecologia de informação em que ela se situa.

Por exemplo, ao chegar pela primeira vez a um campo, seria muito útil conhecer e tornar visível tanto a) como uma fonte se relaciona com uma afirmação quanto b) a quem uma pessoa ou organização está conectada, incluindo o tipo e a força dessas afiliações.

A partir disso, podemos dizer que há pelo menos duas camadas de contexto em uma citação, muitas vezes nem sequer visíveis:

1) A orientação de uma citação

Ela apoia, se opõe, aborda, explica, complementa ou leva a algo?

RelacionadaApoiaSe opõeAbordaÚtilLeva aExplicaComplementa

2) A rede social em torno dela

A que a pessoa ou organização está afiliada? Qual é a natureza e a força da relação? Que contexto isso traz para a forma como compreendemos seu trabalho?


Nós buscamos, portanto, facilitar o aprendizado e a navegação da complexidade através de alguns princípios:

1. Tornar os ecossistemas de informações fragmentados em que vivemos mais visíveis.
2. Tornar recursos mais acessíveis ao destacar formatos multimídia, que engajam múltiplos sentidos (imagens, áudio, vídeo, artes, práticas, etc).
3. Tornar linguagens obscuras mais legíveis através de diferentes práticas e padrões de design de conhecimento que reduzem a sobrecarga cognitiva e tornam a confiança relacional mais explícita.

O que isso significa para a nossa abordagem:

01

Apoiamos, destacamos e colaboramos com fontes não-hegemônicas

Que formas de sabedoria emergem e se enraizam através de comunidades que atravessam, já atravessaram e foram transformadas por diversas formas de colapso?

02

O contexto relacional faz parte da pesquisa

A forma como somos tocados, atravessados e estamos implicados na pesquisa faz parte da pesquisa. Mantemos metadados, dados quentes e relacionais junto aos próprios materiais.

03

Experimentamos com e desenhamos formas melhores de navegar

Trabalhamos para tornar corpos de conhecimento complexos menos demandantes emocionalmente e cognitivamente, bem como mais fáceis de descobrir, apresentar, navegar e entender.



As questões que descrevemos acima tornam desproporcionalmente difícil para muitas pessoas — sejam pessoas cuidadoras, neurodivergentes, com limitações físicas ou vindas de origens marginalizadas ou exploradas — se envolverem com alguns dos trabalhos mais transformadores e relevantes que estão acontecendo no mundo. Na grande maioria das vezes, esse também é o caso de pesquisadores e praticantes de todo o Sul Global.

Nosso trabalho emerge também como uma resposta a isso. Estamos comprometidos em trabalhar com esses desafios para que nossa pesquisa e as pesquisas com as quais nos envolvemos, se tornem mais robustas, diversas, transformadoras, atentas aos nossos vieses, e acessíveis a cada vez mais pessoas.

05 — Nossos próximos passos

Um Acervo Comum de
Saberes Metta Tropicais

Um jardim coletivo de conhecimento.
Cultivado por meio da relação.

Conforme pesquisamos e nos tornamos mais coesos como um grupo, estamos aos poucos cultivando um jardim digital coletivo: uma forma de organizar mídias, informações e recursos interrelacionados por meio de múltiplas tags e coleções, junto de dados quentes e relacionais: por que tais recursos importam para nós, qual sua relevância para nossas vidas e para o trabalho que temos pela frente.

Parte da nossa pesquisa e experimentação pressupõe que existem muitas formas de melhorar a forma como descobrimos, cultivamos e compartilhamos informação, assim como as formas que aprendemos e construímos confiança como indivíduos e comunidades.

Cultivar um repositório crescente de fontes legítimas e ressonantes é uma forma de compartilhar inspiração e caminhos de vida, além de restabelecer a confiança e a transmissão intergeracionais em uma era de relações predominantemente digitais.

Começando pelo Fellowship

Conforme o Fellowship avança, pretendemos organizar parte dos recursos educacionais que abordamos e compartilhá-los abertamente, inicialmente em cinco trilhas.

01

O Sagrado

02

Alma

03

Sistemas

04

Solo

05

Sociedade

06 — Leituras Essenciais

Se você quiser saber mais ou possivelmente colaborar, aqui estão algumas leituras sugeridas que são fontes de inspiração para nós, que informam e tocam o espírito do nosso trabalho.

01

Love in a Time Between Worlds

On the Metamodern “Return” to a Metaphysics of Eros

Zak Stein

"A disciplina da metafísica é notoriamente controversa e alegações metafísicas são suspeitas no discurso moderno e pós-moderno. Enquanto cientistas modernos frequentemente criticam as alegações da metafísica como não verificáveis e, portanto, falsas, pós-modernistas criticam tanto a ciência quanto a metafísica por fazerem alegações sobre a "verdade" em primeiro lugar. Argumento aqui que a metafísica é o que nos redime de uma descida para discursos que são meramente sobre poder e ilusão. Não estou argumentando por um retorno às formas pré-modernas da metafísica, mas sim a favor da adoção de caracterizações metafísicas metamodernas do ser humano baseadas em uma compreensão do amor como uma força universal transpessoal semelhante à gravidade. Filósofos há muito tempo chamaram essa força de Eros e a colocaram no centro da experiência humana."

02

Making Sanctuary

Bayo Akomolafe

O que significa “criar santuário” nos tempos em que vivemos? Nós o entendemos no sentido em que Bayo usa a palavra: santuários não são lugares onde somos consertados; são convites para nos desfazermos.

“Sustentamos que a situação que enfrentamos não está enraizada principalmente na ignorância, e, portanto, seria solucionável com mais conhecimento, nem principalmente na imoralidade, e, portanto, seria solucionável com mais valores normativos; ao contrário, está enraizada em negações que nascem de desejos nocivos pela continuidade das seguranças e satisfações prometidas pela modernidade-colonialidade, e de investimentos nela. Diante dessas negações, enfatizamos uma necessidade coletiva de ‘amadurecer’ para que possamos agir de outra forma e fazer o trabalho necessário enquanto enfrentamos coletivamente desafios globais sem precedentes.”

“De modo geral, as condições que tornam boa a vida de alguém são que a pessoa julgue e experimente sua vida como satisfatória, virtuosa (moralmente boa) e profundamente conectada. Uma teoria das condições cognitivas que permitem alcançar esses fins seria uma teoria do florescimento necessário à sabedoria. Pessoas sábias têm o conhecimento da natureza dos seres que lhes permite promover e proteger: a agência, o sentido na vida, a relação de formação de identidade entre agência e sentido na vida, e as virtudes necessárias para proteger os seres e as comunidades de seres, e possibilitar a participação nesse modo de vida.”

05

Deep Adaptation

A Map for Navigating Climate Tragedy

Jem Bendell

"O propósito deste artigo é fornecer aos leitores uma oportunidade de reavaliar seu trabalho e vida diante do que acredito ser um colapso social inevitável em um curto prazo devido às mudanças climáticas. A abordagem do artigo é analisar estudos recentes sobre as mudanças climáticas e suas implicações para nossos ecossistemas, economias e sociedades, conforme fornecidos por revistas acadêmicas e publicações diretas de institutos de pesquisa. Essa síntese leva à minha conclusão de que haverá um colapso em curto prazo na sociedade com sérias ramificações para as vidas dos leitores. O artigo não prova a inevitabilidade desse colapso, o que envolveria uma discussão adicional sobre fatores sociais, econômicos, políticos e culturais, mas prova que tal tópico é de importância urgente."

06

Beyond Colonial Futurities in Climate Education

Gesturing Towards Decolonial Futures Collective

“Muitas pedagogias que buscam abordar a emergência climática e da natureza (ECN) prometem esperança e soluções para um futuro idealizado. Neste artigo, sugerimos que essas pedagogias estão enraizadas no mesmo sistema moderno/colonial que criou a ECN e outros desafios socioecológicos ‘perversos’, e que, portanto, não são adequadas para preparar estudantes para navegar esses desafios. Também perguntamos que tipo de educação climática poderia convidar estudantes a interromper a reprodução de futuros coloniais e aprofundar seu senso de responsabilidade social e ecológica no presente.”

07

What is the Educational Task?

Arousing the Desire for Wanting to Exist in the World in a Grown-up Way

Gert Biesta

"Discussões sobre educação frequentemente focam nos propósitos que devem ser alcançados ou resultados que deveriam ser produzidos. Nesse artigo, abordo a questão do propósito da educação de forma diferente, perguntando no que o trabalho de professores e outros educadores deveria se concentrar. A resposta que proponho é que esse trabalho é sobre despertar o desejo nas crianças e jovens para querer existir no mundo de uma maneira 'adulta'. Explico meu uso da ideia de 'adultez', e exploro como a educação deve fornecer tempo, espaço e formas curriculares através das quais crianças e jovens podem 'trabalhar em seu amadurecimento'. A educação precisa fornecer sustentação para que crianças e jovens possam ser apoiados e nutridos em sua tarefa de tentar existir de uma forma adulta."

08

Education Beyond Green Growth

Regenerative Inquiry for Intergenerational Responsibility

Gesturing Towards Decolonial Futures Collective

“Estudiosos de diversas disciplinas e sistemas de conhecimento apontaram os custos sociais e ecológicos negados na promessa de que podemos continuar buscando crescimento econômico infinito em um planeta finito. Neste artigo, oferecemos uma abordagem alternativa de educação fundamentada em uma metodologia de investigação regenerativa. A investigação regenerativa pode preparar as pessoas para encarar com honestidade os limites e os danos do ‘crescimento verde’ e apoiá-las a ‘amadurecer’, ampliando sua capacidade de navegar a complexidade e a incerteza e ativando um senso de responsabilidade intergeracional.”

09

The Universe: A Love Story

Marc Gafni, Barbara Marx Hubbard, Daniel Schmachtenberger

“Cientistas e teóricos de ponta no campo da emergência evolutiva nos mostraram que o universo está indo a algum lugar. Há um enredo e uma direção nesta história. Nela, não somos marionetes movidas por um Deus mitológico. Cada um de nós é um protagonista, desempenhando um papel único, e o amor é a força motriz, o enredo inerente do universo. O universo é uma história de amor. Não uma história de amor comum. Uma História de Amor Ultrajante. A revelação da evolução não é apenas a descoberta de um fato objetivo. É a percepção de que o universo está apaixonadamente vivo, pulsando e vibrando de energia e crescimento. Isso não é apenas uma metáfora poética. Esta narrativa é o que acreditamos ser a narrativa pós-dogmática mais convincente de propósito, Eros e sentido disponível neste momento da história.”

Um recado para anciãs(ões), jovens e parceiros

Esse trabalho precisa de muitas mãos
e de mais de uma geração.

Este tipo de trabalho toca você? É algo em que você também vem pensando ou trabalhando há muito tempo?

Sendo transparentes: nós estamos tentando, mas não sabemos de fato como fazer tudo isso. E, até onde entendemos, ninguém sabe.

Se você é um(a) anciã(o), alguém que carrega ou representa uma linhagem de sabedoria, ou alguém que há tempos vem criando arquiteturas educacionais transformadoras ou trabalhando pela transformação sistêmica, precisamos da sua sabedoria e do seu apoio se quisermos nos apoiar como ecossistema e ter alguma chance de criar culturas e sociedades que afirmam a vida.

Se você é jovem ou, como nós, de uma geração intermediária, também convidamos você a vir aprender e cocriar onde seus dons se sentirem mais alinhados.

Se esta pesquisa ou o cuidado de um acervo comum de conhecimento faz você se sentir viva(o), adoraríamos ouvir você.

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